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Mais ataque no centro de Moçambique

  • Redacção VOA

Polícia moçambicana patrulha as ruas de Nampula, após um raide contra a delegação da Renamo

Polícia moçambicana patrulha as ruas de Nampula, após um raide contra a delegação da Renamo

Rebeldes atacam colunas militares em Múxungue uma delas com altas patentes das forças de segurança; Portugal avisa cidadãos a não viajarem em Sofala e Nampula

Pelo menos três civis morreram e oito ficaram feridos em dois ataques a escoltas militares de viaturas nas últimas 24 horas na região de Muxúnguè, Sofala, centro de Moçambique, disse agencia de noticias portuguesa Lusa citando fonte hospitalar.

Hoje homens armados, supostamente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), metralharam, no princípio da manhã, uma escolta militar de viaturas, da qual resultou um morto e três feridos.

Na sexta-feira, homens armados atacaram a última escolta militar de viaturas, em que seguiam altas patentes das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e Força de Intervenção Rápida (FIR), tendo morrido duas pessoas, incluindo um motorista carbonizado, e ficado feridas cinco, enquanto uma viatura foi incendiada.

A região de Muxúnguè tem sido palco de violentos confrontos entre o exército e homens armados.

Desde o ataque e ocupação da base da Renamo em Sadjundjira, a 21 de outubro, onde o líder, Afonso Dhlakama, vivia há um ano, e de onde fugiu para lugar incerto, a frequência da retaliação da Renamo tem crescido.

Após a força conjunta da FIR e exército governamental ocupar esta semana a sede da Renamo no distrito de Maringué (Sofala) e Rapale (Nampula), que agrupava os guerrilheiros do antigo movimento, registaram-se quatro ataques numa semana na região de Muxúnguè.

O grupo também repeliu a tentativa de ocupação da sua base em Sitatonga (Manica) e, na quinta-feira, avançou para recuperar a base de Sadjundjira, ferindo gravemente três militares do exército e roubando as suas armas e munições, disse a LUSA

O governo português aconselhou entretanto os seu cidadãos em Moçambique a não efectuarem deslocações interurbanas nas províncias moçambicanas de Sofala e Nampula e recomendando cautela nos percursos em Maputo, local onde se têm registado mais raptos.

Em relação a Maputo, onde se tem registado uma particular incidência de raptos, a secretaria de Estado das comunidade recomenda “a maior cautela nas deslocações” e evitar frequentar locais isolados e repetir rotinas, incluindo fazer o mesmo percurso todos os dias”.
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