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Avanço da mulher: Activistas pressionam governos africanos para cumprirem as promessas

  • Amâncio Miguel

Mulheres fazem trabalho pesado para sustentar as famílias.

Mulheres fazem trabalho pesado para sustentar as famílias.

Mais acção e menos discursos, pedem os activistas.

Nos encontros globais, os líderes africanos assumem o compromisso, de uma forma geral, de investir no avanço da mulher como factor de desenvolvimento dos países.

Mas activistas dizem que há uma desconexão entre as promessas e a realidade.

Nelvina Barreto, do Movimento "Mindjeris di Guiné no lanta", nota certo progresso no campo legislativo, mas critica o seu país por não cumprir as promessas.

“A Guine-bissau é perita em assinar tudo o que são convenções internacionais…somos muitos bons nisso, o problema é a parte da execução.”

Barreto diz que prevalecem lacunas “no que diz respeito ao direito de propriedade, saúde reprodutiva, mutilação genial feminina”.

Não obstante, conta, “nota-se que as mulheres cada vez mais assumem a sua autonomia - 23 por cento de lares são chefiados por mulheres”.

As associações femininas guineenses pressionam para a mudança do cenário. Entre as prioridades consta a questão quotas para facilitar a paridade nos órgãos de decisão.

Nelvina Barreto:"“Não é prática dos partidos políticos incluir a vertente paridade”.

Nelvina Barreto:"“Não é prática dos partidos políticos incluir a vertente paridade”.

“Não é prática dos partidos políticos incluir a vertente paridade”, o que se reflecte no domínio masculino no parlamento, diz Barreto.

A desconexão é também criticada pela angolana Cecília Kitombe, do Ondjango Feminista, para quem ter mulheres parlamentares não significa por si só avanço igualdade de oportunidades.

“Há uma elite de mulheres que chega ao Parlamento (…) mas não representa as vozes das outras que não estão na política”, diz Kitombe.

Num cenário ideal, diz a activista, as parlamentares haveriam de defender as zungueiras.

“Quem disse que ter 80 mulheres no Parlamento é uma mudança de prática nas relações entre homens e mulheres?”, questiona Kitombe.

Cecília Kitombe: "“Quem disse que ter 80 mulheres no Parlamento é uma mudança de prática nas relações entre homens e mulheres?”

Cecília Kitombe: "“Quem disse que ter 80 mulheres no Parlamento é uma mudança de prática nas relações entre homens e mulheres?”

A jovem moçambicana Margarida Jeiambe, que coordena a plataforma digital MoBiz, de informação e serviços de saúde reprodutiva, defende mais investimento na educação e formação profissional das raparigas.

Com oportunidades de educação, “sentimos que esta geração será diferente. Estamos num bom caminho, mas podemos fazer melhor” e mais rápido, diz optimista Jeiambe.

As três activistas discutem a situação na "Agenda Africana":

Margarida Jeiambe: "Estamos num bom caminho, mas podemos fazer melhor” e mais rápido.

Margarida Jeiambe: "Estamos num bom caminho, mas podemos fazer melhor” e mais rápido.

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