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Angolanos estão zangados com a empresa de electricidade

  • Agostinho Gayeta

Presidente angolano José Eduardo dos Santos tinha anunciado em Outubro a reabilitação das barragens eléctricas como forma de melhorar a produção de electricidade no país

Presidente angolano José Eduardo dos Santos tinha anunciado em Outubro a reabilitação das barragens eléctricas como forma de melhorar a produção de electricidade no país

EDEL defende-se dizendo que o problema de cortes constantes de electricidade tem a ver com a produção

As restrições constantes no fornecimento de energia eléctrica à capital angolana continuam a deixar agastados os citadinos. EDEL empresa responsável pela distribuição de energia à cidade de Luanda aponta a baixa capacidade da potência disponível como a razão fundamental para o fracasso.

Sobre este problema que já se arrasta com grande incidência há quase dois meses, o que entidades de direito fazem para se ultrapassar a situação ainda não é visível a olhos nus.

A Empresa de Distribuição de Electricidade de Luanda esclarece que os embaraços no fornecimento deste bem para os munícipes, devem-se a capacidade inferior da potência disponível para satisfazer a demanda da capital angolana.

O Porta-voz da EDEL garante que esta é a razão das restrições no fornecimento de energia. Carlos Gil afirma que tão logo haja uma potencia de maior capacidade os focos de escuridão um pouco por toda cidade serão ultrapassados.

A solução para os problemas de energia eléctrica em Luanda passam pela potenciação dos municípios com centros de distribuição, municipalizando os serviços, diz o analista de Assuntos Sociais Daniel Malamba, para quem os postos de cobrança e reclamação da EDEL à disposição dos utentes em cada bairro não têm capacidade de resolver as grandes dificuldades.

O Porta-voz da EDEL descartou qualquer possibilidade de ser a culpada pela escuridão em Luanda, esclarecendo que o fornecimento de energia eléctrica envolve outras estruturas e no que toca a sua distribuição a empresa de electricidade só vai distribuir o que está disponível, que neste momento não é igual a necessária para alimentar a cidade.

Enquanto isto o Analista de questões sociais Daniel Malamba entende por outro lado que se deve demitir os maus prestadores de serviços públicos e aponta as várias consequências do uso de geradores, um dos recursos para maioria dos citadinos.

Para Daniel Malamba dinheiro para solução destes problemas não falta ao executivo, por isso apela a reorganização e saneamento da rede de distribuição.

Para superar o desafio de reduzir a zero o défice de energia eléctrica no país, o presidente da República José Eduardo dos Santos anunciou no seu discurso à nação, feito em Outubro deste ano, que está em curso a reabilitação de várias barragens e para melhor distribuir a energia produzida está a ser criada uma ‘grelha de transporte’, cujo principal eixo é a interligação entre o norte e o centro de Angola. Se o Executivo segundo o chefe de estado, cumprir integralmente com o seu subprograma de energia, o abastecimento vai melhorar significativamente em 2013 e a partir de 2017 os principais problemas estarão praticamente resolvidos.

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