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Guiné-Bissau considera "descabidas" alegações dos EUA sobre direitos humanos


Funeral de "Nino" Vieira

Funeral de "Nino" Vieira

O Departamento de Estado afirma que a actual chefia das forças armadas guineenses esteve na origem do assassinato do antigo presidente guineense "Nino" Vieira

Bissau reage a acusações americanas

O governo da Guiné-Bissau considerou "precipitadas e descabidas" as considerações dos Estados Unidos sobre o assassinatos políticos no seu país.

No seu relatório anual sobre os direitos humanos publicado na passada sexta-feira, no capítulo dedicado à Guiné-Bissau, o Departamento de Estado americano afirma que a actual chefia das forças armadas guineenses esteve na origem do assassinato do antigo presidente guineense "Nino" Vieira.

Reagindo a essas acusações, através de um comunicado emitido em Bissau, esta segunda-feira, o governo da Guiné afirmou que repetidamente solicitou a ajuda da comunidade internacional e muito especialmente ao governo americano para ajudar as instituições nacionais a clarificarem os assassinatos de várias personalidades politicas e militares de destaque.

Nota, no entanto, que esses pedidos ficaram sem resposta. E por isso, o governo guineense "estranha e lamenta que o governo norte-americano venha a público apresentar conclusões precipitadas e descabidas, não se dignando citar as suas fontes, e muito menos provas dessas suas conclusões".

Os assassinatos ocorreram em 2009 e vitimaram para além do presidente Vieira, o então chefe do estado-maior das forças armadas guineenses Tagme Na Waye e os deputados Baciro Dabo e Helder Proença.

Clique na barra acima para ouvir o correspondente da "Voz da América" em Bissau, Lassana Cassamá.

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