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Mulher moçambicana condenada por exploração sexual de menores

  • Francisco Júnior

Condomínio de luxo, nos arredores de Pretória, onde as menores eram exploradas sexualmente na residência da ré, Aldina dos Santos.

Condomínio de luxo, nos arredores de Pretória, onde as menores eram exploradas sexualmente na residência da ré, Aldina dos Santos.

Julgamento começou em 2008 e ré pode ser sentenciada a prisão perpétua.

Um tribunal sul-africano condenou uma mulher moçambicana,. Aldina dos Santos, por exploração sexual de três menores, também de Moçambique.

Dos 65 crimes de que a moçambicana foi acusada, a juiza do caso pronunciou-se sobre 62, tendo ilibado a ré de 61.

São acusações todas elas relacionadas com a violação sexual. A Juiza Dawn Neethling entende que as provas apresentadas pelo Ministério Público não foram suficientemente fundamentadas.

Mas a equipa de acusação não está desanimada. Muito pelo contrário; é que a Juiza deu como provado que Aldina cometeu o crime de exploração sexual, que poderá ser punido com prisão perpétua.

Aldina dos Santos, de 32 anos, mãe de dois filhos, está presa numa cadeia de alta segurança, na capital política da África do Sul, desde 13 de Fevereiro de 2008, em Moreleta Park, uma zona nobre da periferia de Pretória.

Foi acusada de ter aliciado três raparigas, também moçambicanas, na praia da Costa do Sol, em Maputo, sob falsas promessas de irem estudar e trabalhar em terras sul-africanas.

Aldina foi também acusada de ter transportado e depois explorado sexualmente as meninas. Raparigas que, segundo testemunho das próprias vítimas, eram forçadas a manter relações sexuais com mais de dez homens, por dia, sem nada receber em troca.

Um drama vivido no interior de uma residência, num condomínio de luxo. O julgamento de Aldina começou em Outubro de 2008.

Tribunal Regional de Pretória

Tribunal Regional de Pretória

Inácio Mussanhane, um advogado moçambicano radicado na África do Sul, descobriu e denunciou às autoridades policiais sul-africanas este caso de tráfico e exploração sexual de pessoas.

Um caso que poderá ter novos desenvolvimentos quando, no dia 19 de Abril próximo, a Juiza se pronunciar definitivamente sobre as acusações 1 a 3. São acusações que se referem especificamente ao tráfico de seres humanos.

O jurista Inácio Mussanhane, que faz parte da equipa de acusação deste caso, não tem dúvidas. Acredita que o Tribunal Regional de Pretória irá dar Aldina como culpada pela prática desse crime.

Este caso é matéria de estudo, pois esta é a primeira vez que, na África do Sul, alguem é julgado sob acusação de tráfico de seres humanos.

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