A situação em Moçambique levou a Embaixada dos Estados Unidos da América, o Alto Comissariado Britânico, o Alto Comissariado do Canadá, a Embaixada da Noruega e a Embaixada da Suíça a emitir um comunicado a apelar à contenção e respeito pelo Estado de Direito e pela vida humana.
"Neste momento crítico, apelamos a todos os envolvidos para que demonstrem contenção, respeitando o Estado de Direito e a vida humana", começa por dizer uma "declaração conjunta" daquelas representações diplomáticas em Maputo, publicada nesta terça-feira, 5, na página do Facebook da Embaixada dos Estados Unidos.
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"Se o escalar da violência continuar, não colocamos de parte a entrada da Forças de Defesa", Cristóvão Chume
A nota acrescenta que aqueles governos reiteram "o nosso apoio ao povo moçambicano no exercício dos seus direitos, conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, à reunião e associação pacíficas, à liberdade de opinião e expressão, e ao direito à informação".
Em referência ao processo eleitoral em curso, dizem partilhar "a expetativa de que o Conselho Constitucional cumpra as etapas finais do processo eleitoral de forma transparente e em conformidade com o seu mandato".
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Ministro da Defesa diz que protestos visam retitar o Governo eleito
Hoje, o ministro moçambicano da Defesa apelou à calma, união e reconciliação com todos atores sociais, "que possam interagir para o bem social em Moçambique".
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Confrontos em Moçambique com a polícia a dispersar os protestos contra resultados eleitorais
Cristovão Chume afirmou, no entanto, que os protestos visam “retirar o Governo democraticamente eleito” e acrescentou que as mensagens "difundidas demonstram essa intenção".
Chume disse que as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique reiteram o seu compromisso na manutenção da segurança e tranquilidade no país, mas alertou que "se o escalar da violência continuar, não colocamos de parte a entrada das Forças Armadas.
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