A plataforma eleitoral Decide revelou nesta sexta-feira, 24, que pelo menos 315 pessoas morreram em Moçambique nas manifestações pós-eleitoraisdas quais 90% foram vítimas de "balas reais".
O boletim daquela organização não governamental informou ainda que 730 ficaram feridos por tiros.
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Custo dos protestos leva ministra das Finanças de Moçambique a admitir necessidade de reestrutuação da dívidaDo total de mortos contabilizados em praticamente três meses 111 registaram-se em Maputo (cidade e província), e 81 em Nampula, no norte.
Alguns casos documentados no relatório identificam vítimas mortais atingidas a tiro quando se encontravam dentro de casa.
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Confrontos em dia de posse do Presidente deixam oito mortos em MoçambiqueO relatório acrescenta que foram verificadas, pelo menos, 4.236 "detenções ilegais" em todo o país, e que 96% das pessoas detidas se encontram já em liberdade, "devido à pronta intervenção, em grande parte dos casos, da Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) e do Instituto de Patrocínio e Assistência Jurídica (IPAJ)".
Estes protestos responderam ao apelo do segundo candidato presidencial mais votado Venâncio Mondlane que não aceitou os resultados das eleições de 9 de outubro por considerar que foi ele o vencedor, com 53 por cento dos votos, segundo o próprio disse.