Turismo sexual com crianças é um flagelo no Quénia

  • Jill Craig
A região costeira do Quénia é uma das mais pobres, e o turismo sexual tem-se desenvolvido
O turismo sexual com crianças tem sido, desde há muito, um flagelo nas costas quenianas, onde os veraneantes se aproveitam com frequência da pobreza da área e da ausência das autoridades.

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Quenia pornografia


As crianças que operam em Mombaça indicam estar a assistir a um aumento dos clientes que lhes desejam tirar fotografias ou fazer gravações de vídeo nuas ou tendo relações sexuais.

Elementos das organizações não-governamentais atribuem esta ocorrência à facilidade e disponibilidade das novas tecnologias, do equipamento e da distribuição.

A região costeira do Quénia é uma das mais pobres, e como efeito secundário, o turismo sexual tem desenvolvido.

Nos últimos anos, os trabalhadores das ONG´s e os activistas notaram que um maior número de crianças se envolveu em pornografia, com e sem o seu consentimento.

Grace tem apoiado, desde há oito anos, os direitos das mulheres e das crianças em Mombaça. Diz ela que muitas das crianças com quem trabalha tem indicado um aumento no número de clientes que lhes tiram fotografias nus ou tendo relações sexuais.

“Tenho ouvido da existência de pessoas que vem especificamente pela pornografia, e quanto mais jovem for a criança tanto melhor o filme. É por isso que procuram crianças jovens. Visam as comunidades muito pobres.”

Algumas das crianças sabem do que está a ocorrer, e segundo Ruweidah Hussein, de uma organização com os Direitos Humanos dos Muçulmanos, sustenta que a ausência dos agentes da polícia é uma das razões por que não são apresentados casos à justiça.

“Penso que esta situação é cada vez mais frequente por que as pessoas não são castigadas já que a pornografia é uma ofensa grave no nosso país. Existem leis muito bem-feitas, mas não existe ninguém para fiscalizar”.

Em 2006 um relatório da UNICEF sugeria existir entre duas mil a três mil raparigas e rapazes na costa do Quénia, envolvidas a tempo inteiro na actividade comercial do sexo.