A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) ameaça impor sanções a dirigentes políticos e militares na Guiné-Bissau e condena todas as ações tomadas "contrárias aos valores e princípios democráticos" e que atentam contra a ordem constitucional estabelecida e "expõem os seus autores a sanções".
Em nota, a organização diz notar “com grande inquietação a imiscuição das forças de defesa e de segurança na esfera política e pede para se manterem afastados do campo político e a adotarem uma posição de neutralidade absoluta em relação aos atores políticos".
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Em jeito de apelo, defende a "necessidade absoluta" de se esperar pelo fim do processo eleitoral e alerta para o "risco de conflitos internos graves ligados à degradação prolongada da situação política”.
A CEDEAO pede ainda que “seja posto um fim, sem demora, às ações levadas a cabo, sinónimo de anarquia".
Este posicionamento da organização regional surge depois do autoproclamado Presidente da República, Úmaro Sissoco Embaló, ter tomado posse, demitido o primeiro-ministro Aristides Gomes e nomeado Nuno Gomes Nabian para a chefia do Governo.
Ao mesmo tempo, militares assumiram a segurança de várias instituições do Estado e determinaram a suspensão das emissões da rádio e televisão.