Donald Trump eleva a fasquia das suas promessas

Donald Trump discursa na convenção

"Vamos tornar a América segura outra vez e vamos tornar a América grande outra vez", garantiu.

Num ambiente de festa Donald Trump foi empossado oficialmente na quinta-feira, 21, o candidato do Partido Republicano as eleições presidenciais de Novembro.

Foi um discurso recebido com aplausos entusiásticos da multidão de delegados e membros do Partido Republicano, com intervalo para rock e música country, discurso esse em que foram abordados principalmente questões económicas, sociais e de politica externa.

Foi também um discurso com uma visão pessimista da América e do mundo, e, em todos os temas, a mensagem de Trump foi simples: “Eu sou a vossa voz”.

“Lembrem-se: todas as pessoas que vos dizem que vocês não podem ter o pais que vocês querem são os mesmos que vos disseram que eu não estaria aqui hoje”, disse Trump para quem os americanos não podem confiar nas elites dos meios de informação e nos políticos que, segundo disse, estão prontos a dizer tudo para manter um sistema fraudulento.

Trump fez notar que o slogan do Partido Democrata para as eleições de Novembro é“eu estou com ela”, enquanto o seu é “eu estou convosco, com o povo americano”.

Trump apresentou-se como o candidato que caso seja eleito irá, nas suas palavras, restabelecer a segurança nas cidades e no país, e, na ocasião, apresentou estatísticas sobre o aumento do crime e da violência durante a administração Obama.

Trump disse que o ano passado os homicídios aumentaram 17 por cento nas maiores cidades americanas e que o número de agentes da polícia mortos subiu 50 por em relação ao ano passado.

Donald Trump e o candidato a vice-presidente Mike Pence

As suas críticas estenderam-se também à economia e Trump tentou contrariar aqueles que o acusam de racismo ao afirmar que os jornais e as televisões ignoram o facto de que, segundo disse, quase 40 por cento das crianças afro-americanas vivem na pobreza, que 58 por cento dos jovens afro-americanos estão desempregados e que mais dois milhões de latinos estão hoje na pobreza do que quando Obama tomou posse.

Na política externa, DonaldTrump criticou Hillary Clinton afirmando estar certo que o Presidente Obama lamenta agora tê-la nomeada no seu primeiro mandato para secretária de Estado.

Isso porque, segundo disse, a América está menos segura e o mundo muito menos estável do que quando Obama tomou a decisão de colocar Hillary Clinton no comando da politica externa.

“Depois de 15 anos de guerras no Médio Oriente, depois de triliões de dólares gastos e milhares de vidas perdidas, a situacao é pior do que nunca. Isto é a herança de Hillary Clinton: morte, destruição e fraqueza”, disse Trump.

Desenho de Donald Trump na Convenção de Cleveland

O candidato republicano afirmou ainda que os problemas a que a América faz face, nomeadamente a pobreza e violência no país e guerra e destruição no estrangeiro“só durarão enquanto continuarmos a confiar nos mesmos políticos que os criaram”.

“É preciso uma mudança na liderança para mudar esses resultados”, disse Trump, afirmando que a sua política externa será baseada em ter os interesses americanos acima de tudo.

“Americanismo e não globalismo será o nosso credo”, garantiu Trump para quem enquanto houver lideres que não coloquem a América em primeiro lugar “poderemos estar certos que as outras nações não tratarão a América com respeito”.

“Isso vai mudar em 2017”, acrescentou o candidato republicanos que garantiu: “Vamos tornar a América forte outra vez, vamos tornar a América orgulhosa outra vez, vamos tornar a América segura outra vez e vamos tornar a América grande outra vez.