Crise do carvão lança no desemprego quase mil pessoas em Tete

Extracção de carvão em Moatize, Tete, Moçambique

Indústrias e pequenas e médias empresas tiveram que adaptar-se à crise.

Pelo menos cerca de 1000 pessoas perderam os seus postos de trabalho em 2016 por causa da crise que abalou os mega-projectos do sector do carvão, na província central moçambicana de Tete.

O Governo provincial de Tete diz estar a fazer um esforço para reorientar essa mão-de-obra especializada para outros grandes projectos localizados noutras províncias de Moçambique, ricas em recursos minerais, como Inhambane e Cabo Delgado.

A crise afectou as grandes companhias mineradoras e, por consequência, as pequenas e médias empresas que prestavam serviçostambém fecharam as suas portas e tiveram que despedir trabalhadores.

Dados oficiais a que a VOA teve acesso indicam que pelo menos 969 trabalhadores foram despedidos, entre os meses de Janeiro e Setembro em Tete.

Olga Nassone, directora provincial do Trabalho em Tete

A directora Provincial do Trabalho, Olga Nassone, diz que as autoridades estão a tomar medidas numa tentativa para ajudar essas pessoas que agora estão no desemprego.

Uma delas foi registar essas pessoas, o currículo delas, e reorientá-las para outros grandes projectos ligados à area de hidrocarbonetos, noutras províncias moçambicanas.

Nassone admite que nas últimas semanas tem havido uma luz no fundo do túnel.

Estrada que dá a Moatize, onde estao instaladas grandes mineradoras, Tete

A crise que abala a indústria extractiva abrandou e as multinacionais já estão a retomar as actividades e a voltar a contratar trabalhadores.

A directora Provincial do Trabalho de Tete explicou, entretanto, que o Executivo vai continuar a promover a formação profissional, num esforço para garantir que os jovens apostem no auto-emprego.