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Zelenskyy diz que ajuda dos EUA é um investimento em segurança global e na democracia


Vice-presidente, Kamala Harris, e presidente da Câmara dos Repreentantes, Nancy Pelosi, aplaudem Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, quando discursava no Congresso americano, Washington, 21 Dezembro 2022
Vice-presidente, Kamala Harris, e presidente da Câmara dos Repreentantes, Nancy Pelosi, aplaudem Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, quando discursava no Congresso americano, Washington, 21 Dezembro 2022

Presidente ucraniano encontrou-se com Joe Biden e discursou no Congresso americano, em Washington

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, encerrou a sua visita a Washington na quarta-feira, 21, com um discurso apaixonado antes de uma sessão conjunta do Congresso dos Estados Unidos, em que disse que a luta da Ucrânia “definirá em que mundo nossos filhos e netos viverão”.

“Contra todas as probabilidades e cenários pessimistas e sombrios”, disse ele, “a Ucrânia não caiu. A Ucrânia está viva e a reponder", afirmou.

Zelenskyy, que falou em inglês no discurso, agradeceu aos Estados Unidos pelo equipamento militar e apoio financeiro.

Zelenskyy diz que ajuda dos EUA é um investimento em segurança global e na democracia
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“O vosso dinheiro não é caridade, é um investimento na segurança global e na democracia com a qual lidamos da maneira mais responsável", disse o Presidente ucraniano, quem assegurou que, embora a Rússia tenha vantagem em artilharia, munição, mísseis e aviões, “as nossas forças de defesa permanecem”.

“A Ucrânia mantém suas linhas e nunca se renderá”, garantiu Zelenskyy, que terminou a sua intervenção oferecendo ao Congresso uma bandeira de batalha que lhe foi oferecida militares ucranianos de Bakhmut, uma cidade no leste da Ucrânia onde suas forças estão engajadas há meses em combates pesados.

Em troca, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, ofereceu-lhe uma bandeira americana que sobrevoou o Capitólio ontem.

Encontro com Biden

Antes, a meio da tarde, o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deu as boas-vindas a Zelenskyy na Casa Branca.

“Democratas e republicanos, juntamente com os nossos aliados na Europa, no Japão e noutros lugares, para garantir que você tenha a assistência financeira, humanitária e de segurança necessária”, acrescentou Biden, e observou que já se passaram 300 dias desde que o Presidente russo, Vladimir Putin, lançou seu “ataque brutal ao direito da Ucrânia de existir como nação.”

Por seu lado, Volodymyr Zelenskyy estendeu a Biden seu apreço pelo apoio bipartidário “do meu coração, do coração dos ucranianos, de todos os ucranianos”.

“Obrigado, das nossas pessoas comuns para as suas pessoas comuns, americanas”, afirmou o Presidente ucraniano, que ofereceu a Joe Biden uma medalha de Cruz de Mérito Militar que pertencia a um soldado ucraniano, capitão de uma bateria de Sistemas de Foguetes de Artilharia de Alta Mobilidade (HIMARS) oferecida pelos EUA.

Ao aceitar a medalha, Biden disse que era "imerecido, mas muito apreciado".

Em conferência de imprensa Biden garantiu a Zelenskyy o apoio dos Estados Unidos.

"Vamos dar à Ucrânia o que ela precisa para ser capaz de se defender, ser capaz de ter sucesso e ter sucesso no campo de batalha", reiterou o Presidente a americano, garantindo que "vamos ficar com a Ucrânia enquanto a Ucrânia estiver lá."

Questionado por que não fornecer o que a Ucrânia pede, Biden disse que os Estados Unidos estão a dar o que o país precisa para se defender e ter sucesso no campo de batalha.

Joe Biden disse que passou “várias centenas de horas” em conversas com aliados europeus para exortá-los a continuar a apoiar a Ucrânia.

“Eles entendem perfeitamente, mas não pretendem entrar em guerra com a Rússia. Eles não querem uma Terceira Guerra Mundial”, afirmou.

Por seu lado, questionado se existe uma forma de acabar com a guerra, uma “paz justa”, o Presidente ucraniano respondeu que "apenas a paz não é um compromisso quanto à soberania, liberdade e integridade territorial do meu país, mas também a vingança por todos os danos infligidos pela agressão russa".

A viagem ocorre no momento em que os legisladores analisam um pacote de 45 mil milhões de dólares em ajuda de emergência à Ucrânia, o que elevaria o total da assistência americana durante a guerra para mais de 100 mil milhões de dólares.

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