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Venezuela: Contestado Nicolas Maduro poderá ganhar segundo mandato de seis anos


Nicolas Maduro após votar, 20 de maio, 2018.

A vitória de Maduro poderá ser seguida de novas sanções internacionais, em particular dos Estados Unidos e União Europeia.

O presidente venezuelano, Nicolas Maduro, procura o segundo mandato de seis anos na votação deste domingo, que é boicotada pela oposição e condenada por grande parte da comunidade internacional.

A oposição diz que trata-se de um processo destinado a “coroar” um ditador.

Espera-se que Maduro, de 55 anos de idade e ex-motorista de autocarros, ganhe, apesar da grave crise que abala o país.

Na Venezuela, os alimentos são escassos e a inflação sobe à medida que a produção de petróleo reduz. O país é um dos maiores produtores de petróleo.

A vitória de Maduro poderá ser seguida de novas sanções internacionais, em particular dos Estados Unidos e União Europeia.

Eleições contestadas

A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Heather Nauert, diz que as chamadas "eleições de hoje na Venezuela não são legítimas”.

Nauert acrescenta que“os Estados Unidos juntam-se às nações democráticas de todo o mundo em apoio ao povo venezuelano e ao seu direito soberano de eleger os seus representantes por meio de eleições livres e justas".

O principal concorrente de Maduro é o ex-governador Henri Falcon, que prevê uma vitória com base em pesquisas que revelam que está à frente e descontentamento generalizado da população que acusa o actual governo de ter destruído a economia.

Mas analistas dizem que Falcon não tem muita possibilidade de ganhar devido a previsão de elevada abstenção.

Por outro lado, dizem, Falcon poderá dividir os votos anti-Maduro com o pastor evangélico Javier Bertucci, que ganhou apoiantes, durante a campanha, graças à sua distribuição de sopa grátis.

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