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Pós-Eloise: o drama humanitário repete-se na cidade da Beira


Bairro de Manganhe, arredores da cidade da Beira, inundado devido ao ciclone Eloise, Moçambique

Além de seis vítimas mortais, ciclone deixa rasto de destruição e mais pobreza

O ciclone Eloise já se dissipou mas, no Município da Beira, região centro de Moçambique, há, ainda, muitas casas e ruas alagadas e muita gente a sofrer.

Até agora, as autoridades contabilizaram seis vítimas mortais, 12 feridos e cerca de 176.000 pessoas afectadas, quer pela destruição provocada pela tempestade, quer por inundações.

Cerca de cinco mil habitações, na maioria de construção precária, foram danificadas.

Na Beira, capital da província de Sofala, uma das mais afectadas pelo ciclone que abateu sobre a região no fim da semana passada, o maior drama acontece nos bairros periféricos, onde a pobreza é extrema.

Em Manganhe, arredores da Cidade da Beira, a população sofre, há muita água nas ruas e dentro de casa e há quem viva em condições degradantes.

Anita Meneses, casada, mãe de 4 filhos, vive na zona de Manganhe, arredores da cidade da Beira, há 11 anos. E diz que são 11 anos de angústia. Sempre que chove, passa mal.

Como Anita Meneses, muitos outros moradores de Manganhe, estão a passar momentos dramáticos.

As chuvas fortes que se abateram sobre a cidade da Beira, inundaram muitos bairros.

Há gente que já era pobre e cuja condição social piorou, como Henriques Adamo, um jovem de 27 anos, que com a esposa e filha do casal, vive numa casa construída com material muito precário e que tem somente um compartimento que serve de sala, cozinha e quarto.

Lá dentro têm apenas uma cama improvisada: alguns tijolos e um colchão velhinho por cima, e há muita água.

Em Manganhe, nada funciona.

Não há energia eléctrica, nem água potável, as latrinas estão submersas e as fontes de água potável estão misturadas com dejectos.

O risco de surgimento de doenças de origem hídrica é grande.

Amélia Chimuaza, mãe de 4 filhos, é também moradora do bairro de Manganhe e pede ajuda às autoridades porque, diz, dormir é complicado, está tudo molhado.

Ouça os relatos de moradores da Beira, cidade fustigada por três ciclones tropicais num espaço de menos de dois anos:

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