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UNITA pede fim do sigilo nas negociações entre o Governo o FMI


CASA-CE quer outros sectores sejam ouvidos

Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) está em Angola, desde o passado dia 20, a repassar com o Governo os acordos existentes e novas forças de cooperação.

Os técnicos daquela instituição analisam também a forma como o Executivo está a implementar as tarefas de reforma recomendadas, no âmbito do empréstimo concedido a Angola.

As forcas políticas na oposição pedem maior transparência no acordo entre o FMI e o Executivo

A UNITA, pelo seu vice-presidente Raul Danda, diz que foram convidados para um encontro com o FMI no dia 1 de Abril, mas é preciso que o FMI fosse mais claro com outros parceiros angolanos.

“Tínhamos sugerido ao FMI que nos dissesse o que está a acontecer de concreto, o que estão a negociar com o Governo para que possamos tecer opiniões válidas sobre a matéria, o Governo não nos informa, se o FMI não diz nada também, estes encontros ficam como, para comer uma bolachinha e tomar café, não produzem nada"”, afirma Danda, lembrando que, ao contrário do que sempre defende o FMI, o Governo não está a reduzir custos.

“O FMI pediu ao Governo que reduzisse as despesas, infelizmente isso não se cumpre, esperávamos que o Presidente João Lourenço tivesse um Governo mais magro mas pelo contrário o aparelho governativo está mais gordo, os próprios gastos de João Lourenço não reduziram em nada, uma espécie de mania de grandeza, não fica bem ele pedir aos cidadãos que apertem os cintos, enquanto ele continua a esbanjar”, denunciou o vice-presidente do principal partido da oposição.

Outra forca política, a CASA-CE, também é de opinião que o Executivo não diminuiu gorduras no aparelho governativo e o deputado Manuel Fernandes pede que o FMI inclua outros sectores nas negociações com o Governo.

"Era importante o FMI ouvir outros actores sem ser o Governo porque o Executivo de certeza que não vai dizer o que fez mal, seriam outros actores a dizê-lo”, defende Fernandes, que reforça a necessidade de reduzir custos “sem pretender diminuir o pessoal da função publica, o que seria um caos porque o desemprego já é galopante”.

Por seu lado, o consultor económico Galvão Branco diz acreditar, com menor ou maior dificuldade, que o Executivo angolano vai passar neste teste do FMI.

“Há alguns problemas, por exemplo na questão da dívida pública, que o FMI estabelece uma série de regras, acredito que a missão do FMI sairá daqui com um balanço satisfatório e em última instância irá libertar mais uma parte da tranche do empréstimo a Angola”, sustenta.

A missão do FMI deixa o país a 2 de Abril.

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