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UNITA e CASA denunciam execução sumária de susposto criminoso em Luanda


Ministério do Interior condena acção de agente e abre investigação

A UNITA, a CASA-CE e o Ministério do Interior (Minint) condenaram o assassinato de um suposto criminoso na via pública em Luanda, na passada sexta-feira, 1.

Policia angolano acusado de execução sumária - 2:37
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Entretanto, enquanto o Minint reconhece que o jovem estava desarmado e que não havia necessidade de o agente o atingir mortalmente, a UNITA fala em execução extrajudicial e a CASA-CE pede a responsabilização do agente.

A morte do suposto marginal, envolvido no roubo de uma viatura, nos arredores do mercado do artesanato, no Benfica, em Luanda, que aparece num vídeo divulgado nas redes sociais, está a ser condenada por uma parte da sociedade angolana, enquanto outra aplaude a atitude dos agentes de investigação criminal em assassinarem supostos delinquentes.

Alguns jornalistas e activistas negam a pronunciar-se sobre assunto por, segundo dizem, temerem represálias por parte dos agentes do Serviço de Investigação Criminal (SIC) pertencentes a um grupo a que apelidam de “esquadrão da morte”.

Lindo Bernardo Tito, deputado e porta-voz da CASA-CE, condena o facto e apela ao Minint para responsabilizar o agente em causa.

“Lamentamos e condenamos o acto porque o jovem não se encontrava armado” sustenta.

Para Alcides Sakala, porta-voz da UNITA, maior partido da oposição, foi uma clara execução sumária que o seu partido condena a todos os níveis e apela à responsabilização dos autores porque, sustenta, “o jovem estava desarmado e achamos que é uma clara execução sumária que vimos condenando há anos”.

Por seu lado, o porta-voz do Minint, Simão Milagre, também condena o acto e revela estar em curso um inquérito para a "responsabilização criminal e disciplinar" do agente do SIC acusado de executar o suspeito de roubo.

“Achamos que foi desproporcional porque o jovem estava desarmado. Lamentamos o facto, devemos acrescentar que o senhor ministro orientou a abertura de um inquérito para se apurar as responsabilidades”, afirma Milagre.

Recorde-se que o jornalista e activista Rafael Marques publicou em 2017 um relatório em que aponta para 50 casos suspeitos de execução sumária, num total de 92 jovens vítimas, alegadamente delinquentes, abatidos pelos agentes do SIC.

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