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UNITA acusa Casa Militar de tentar assassinar seu dirigente

  • Redacção VOA

Adriano Sapinala

Adriano Sapiñala, secretário executivo na província de Kuando Kubango, era o alvo, segundo o partido da oposição

A UNITA acusa a Casa Militar de tentar assassinar o secretário provincial do partido em Kuando Kubango, antes de terminar a sua digressão pelo interior daquela provincia angolana.

O principal partido da oposição denuncia ainda a informação avançada por Adriano Sapiñala à VOA nesta quarta-feira, 24, de que estava sitiado por agentes da polícia e da Casa Militar no município do Mavinga.

“Informações chegadas ao conhecimento da direcção da UNITA indicam que, nos últimos três dias, a Casa Militar teria transportado 34 indivíduos para o Rivungo com a finalidade de assassinar o secretário provincial da UNITA no Kuando Kubango Adriano Sapiñala, antes dele terminar a sua digressão pelo interior da província”, lê-se num comunicado do partido divulgado na noite de hoje.

Na nota, a UNITA diz que no passado dia 17, Sapiñala “sofreu uma tentativa de assassinato perpetrada por militantes e simpatizantes do MPLA na localidade do Kuito Kuanavale. Quando estava de passagem por essa localidade, a caravana do secretário provincial da UNITA foi violentamente atacada com o arremesso de pedras em dois locais diferentes por simpatizantes e militantes do MPLA, orientados por responsáveis desse partido no município do Kuito Kuanavale, nomeadamente o 2º secretário municipal do MPLA Luís Ndumba Mutaipi, o 1º Secretário da JMPLA, Daniel Mbimbi, e o director municipal de Saúde, Tito Chitato”.

O partido da oposição continua dizendo no comunicado que “desta bárbara acção atentatória da paz e harmonia entre os angolanos resultou o ferimento de dois membros da caravana do secretário provincial da UNITA, David Mota e António Dembo, bem como a destruição parcial de três viaturas. O último ataque ocorreu no interior da própria localidade do Kuito Kuanavale, perante o olhar impávido e sereno dos agentes da Polícia Nacional e de membros da Administração Municipal”.

Ainda de acordo com a mesna nota, “dias depois dessa acção criminosa dos elementos do MPLA, a UNITA constata o silêncio cúmplice do Ministério Público, a quem deveria competir tomar as medidas necessárias para que os responsáveis sejam levados à justiça”.

Adriano Sapiñala já tinha sofrido dois atentados no Rivungo e no Mucussu dois anos atrás, segundo denuncia a UNITA.

“Numa altura em que tudo se deveria fazer para que se criasse um ambiente propício à realização de eleições livres, justas e transparentes, a UNITA condena esta atitude atentatória da paz e estabilidade no nosso país”, conclui a nota daquele partido.

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