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União Africana dá três meses aos militares no Sudão para devolverem o poder a civis


Líderes africanos ameçam afastar o país da organização

Chefes de Estado africanos reunidos no Cairo concordaram em conceder ao Conselho Militar de Transição do Sudão um prazo de três meses para implementar reformas democráticas, anunciou o Presidente do Egipto e da União Africana, em exercício, Abdel Fattah al-Sisi, nesta terça-feira, 23, em meio a pressões nas ruas de Cartum por uma transferência rápida de poder para os civis.

A decisão estende o prazo de 15 dias estabelecido pela União Africana na semana passada para o Conselho entregar o poder a civis ou ser suspenso da organização.

O Conselho Militar de Transição do Sudão assumiu o poder no Sudão depois de depor o Presidente Omar al-Bashir a 11 de Abril.

Ao intervir no final da cimeira, Sisi disse que os líderes africanos concordaram com a necessidade de lidar com a situação no Sudão, visando “restaurar rapidamente o sistema constitucional através de um processo democrático político liderado e gerido pelos próprios sudaneses ”.

"Concordamos com a necessidade de dar mais tempo às autoridades sudanesas e às partes sudanesas para implementar essas medidas", afirmou Sisi.

Os militares no Sudão continuam a resistir à pressão de entregar o poder a civis, mas disse estar pronto a aceitar um Governo civil de tecnocratas para administrar o país durante um período interino de até dois anos, durante o qual deve ser preparada a realização da eleição presidencial.

Entretanto, a Associação de Profissionais Sudaneses continua a rejeitar a solução proposta pelo Conselho Militar de Transição, que diz estar controlado por pessoas próximas ao antigo Presidente al-Bachir.

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