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Unesco exalta a liberdade de imprensa e pede protecção dos jornalistas


Audrey Azoulay

Directora da organização lança Prémio Mundial de Liberdade de Imprensa Unesco-Guillermo Cano

A Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura (Unesco) lança neste Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, 3, o Prémio Mundial de Liberdade de Imprensa Unesco-Guillermo Cano, jornalista colombiano assassinado em 1986 por denunciar bravamente o poder dos cartéis do tráfico de drogas.

O anúncio está na mensagem da directora-geral daquela organização Audrey Azoulay, que faz um convite para se reflectir sobre as relações entre a imprensa, a Justiça e o Estado de direito.

Este dia é também uma oportunidade para se examinar os novos desafios relativos à liberdade da imprensa online, escreve Azoulay, lembrando que em 2017, “em todo o mundo, 79 jornalistas foram assassinados no exercício da sua profissão”.

A Unesco, reitera a directora-geral, “está comprometida com a defesa da segurança dos jornalistas, assim como com o combate à impunidade dos crimes cometidos contra eles”.

Na sua mensagem, Audrey Azoulay cita o antigo Presidente americano, Thomas Jefferson, que, em 1786, quando lutava pela independência de seu país, escreveu: “A nossa liberdade depende da liberdade de imprensa, e não pode ser limitada sem ser perdida por completo”.

Profissão ameaçada
Profissão ameaçada

Essas palavras, continua a directora-geral, “têm um alcance universal que transcende o momento histórico da fundação dos Estados Unidos da América” e assegura que “qualquer Estado que esteja sob o Estado de direito e respeite as liberdades individuais, em particular as liberdades de opinião, de consciência e de expressão, depende de uma imprensa livre, independente e protegida contra a censura e a coerção”.

A liberdade de imprensa, como qualquer outra liberdade, nunca é completamente segura, na óptica da responsável da Unesco, para quem “o desenvolvimento de uma sociedade com base no conhecimento e na informação, por meio de canais digitais, implica uma intensa vigilância, para assegurar os critérios essenciais de transparência, livre acesso e qualidade”.

“O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa é também uma oportunidade para se destacar o papel essencial desempenhado por essa profissão, na defesa e na preservação do Estado de direito democrático”, escreve Audrey Azoulay, que lembra, no entanto, ser necessário que os profissionais realizem “o trabalho de verificação das fontes e de selecção dos assuntos pertinentes; também são necessários ética e um espirito independente".

No final da sua mensagem, a directora-geral convida a todos a celebrar a liberdade de imprensa e o trabalho realizado pelos jornalistas, assim como a participar da campanha online com as hashtags: #WorldPressFreedomDay e #PressFreedom.

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