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Umaro Sissoco Embaló diz que Guiné-Bissau regressou ao concerto das nações


Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, discursa no Dia das Forças Armadas, 16 de Novembro de 2021

Presidente apela à unidade e lamenta que metade dos 48 anos da independência tenha sido marcada por crises políticas

O Presidente da Guiné-Bissau exortou os cidadãos, no país e na diáspora, a se unirem em torno do desenvolvimento do país que, segundo ele, perdeu metade dos 48 anos da sua independência em conflitos internos, mas que, agora, começa a ser visto de outra forma no concerto das nações.

Na sua mensagem dirigida à nação no Dia das Forças Armadas, na presença dos Presidentes do Senegal, Maky Sall, e da Libéria, George Weah, entre outros convidados nacionais e internacionais, Umaro Sissoco Embaló recordou uma Guiné-Bissau que tem sido marcada por uma instabilidade crónica, que ele reiterou querer inverter, mediante acções concretas.

“Não é nada por acaso que eu falo de uma geração de concreto, uma forma de exprimir um sentimento de grande insatisfação e ao mesmo tempo um sentimento de esperança renovada de um futuro melhor”, afirmou Embaló, acrescentando que a “agenda de uma reforma do Estado tornou-se consensual entre as forças políticas guineenses, contando com o apoio da comunidade internacional”.

O Presidente também citou progressos alcançados desde o início do seu mandato, como a regularização do pagamento de salários aos servidores do Estado, infraestruturas,melhoria dos serviços de saúde, o fornecimento da energia e água, entre outros domínios.

À juventude, que ele considerou de “sacrificada”, Sissoco Embaló deixou “uma saudação especial e um abraço forte de solidariedade, de cumplicidade, de aposta num futuro que tem de ser melhor do que foram as quase cinco décadas da nossa independência nacional”.

Ele lembrou que “muitas promessas da independência, que acompanharam a minha geração, ficaram por concretizar, limitaram as oportunidades de formação e emprego”.

Ao apelar à unidade de todos, o Chefe de Estado sublinhou que “todos os guineenses residentes, os que vivem e trabalham no estrangeiro, sem excepção são chamados a participar" no desenvolvimento do país.

“Praticamente perdemos perto da metade dos 48 anos de independência, com a Guiné-Bissau mergulhada em crises políticas de natureza diversa. Todas essas crises provocavam impactos negativos nas instituições políticas e na vida económica do nosso país, com reflexos sociais graves”, acentuou Umaro Sissoco Embaló, quem no entanto, devido à política externa que vindo a dirigir, segundo ele, “a Guiné-Bissau soube recuperar plenamente as suas responsabilidades soberanas no concerto das nações”.

No entanto, alertou, “os resultados nem sempre têm de ser imediatos, mas eles, de certeza, virão para o bem do nosso país”.

A efeméride assinalou o 56o. aniversário da criação das Forças Armadas e também o 48o. da independência nacional, cuja celebração foi adiada de 24 de Setembro para hoje porque o Presidente encontrava-se na altura a participar na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

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