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Umaro Sissoco Embaló destaca "estabilidade político-institucional" na Guiné-Bissau


Úmaro Sissoco Embaló, Presidente da Guiné-Bissau, em Cabo Verde, Presidência, 8 de Julho de 2021

Em mensagem à nação no Dia da Independência Nacional, Presidente guineense diz que país vive um novo ciclo depois dos "fracassos registados ao longo dos 48 anos"

O Presidente da Guiné-Bissau afirmou que os cidadãos “estão mais orgulhosos do que nunca, de verem resgatada a credibilidade interna e externa do nosso país, através de uma plena integração sub-regional, regional e internacional do nosso Estado, com destaque para a dinâmica da nossa diplomacia que visa aumentar o nível de respeitabilidade e deconfiança do nosso país no mundo” e manifestou a sua confiança nos guineenses em ultrapassarem os constrangimentos e as dificuldades que se apresentam.

Na mensagem à nação neste 24 de Setembro, dia que o país celebra o 48o. aniversário da Independência Nacional, Umaro Sissoco Embaló realçou haver uma “estabilidade político-institucional e contínua consolidação do Estado de direito democrático”, o que faz da Guiné-Bissau “um país potencialmente atrativo para o investimento estrangeiro directo, com impacto sobre o seu desenvolvimento social e económico”.

Este cenário, segundo o Chefe de Estado guineense, resulta de um “novo ciclo político”, iniciado em 2020, que coincide com uma mudança de geração.

“De uma geração que enfrentou os fracassos registados ao longo dos 48 anos de independência, para uma geração que, hoje, está determinada em traçar um novo rumo para a Guiné-Bissau”, afirmou Embaló, para quem “não é por acaso que chamei a esta geração - que é minha - a Geração do Concreto”.

Na mensagem, ele instou os cidadãos a preservar as conquistas que “vamos alcançando e o respeito que vamos granjeando em África e no mundo”, o que, sublinhou, “requer a implementação de acções mais enérgicas e eficientes no plano interno, com especial destaque para a luta sem tréguas contra a corrupção e a injustiça”.

Umaro Sissoco Embaló também defendeu grandes reformas estruturantes do Estado, na administração pública, na defesa, na segurança e na justiça.

Recorde-se, como a VOA noticiou na semana passada, o Chefe de Estado determinou e o Governo confirmou que as celebrações da Independência Nacional fossem adiadas para 16 de Novembro, Dia das Forças Armadas.

Na base desta mudança, o facto de que Embaló estaria em Nova Iorque, onde na quarta-feira, 22, discursou na Assembleia Geral da ONU.

A 24 de Setembro de 1973, o então nomeado presidente da Assembleia Nacional Popular, João Bernardo Vieira “ Nino”, proclamou unilateralmente a independência do país em Madina de Boé, região de Gabu, considerada libertada pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).

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