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"Uma vergonha", é como o deputado Raul Tati classifica as detenções em Cabinda


Raul Tati diz que desta forma o Governo não resolve o problema

O deputado independente pela bancada da UNITA, Raul Tati, diz que as prisões que ocorrem neste momento em Cabinda são uma vergonha para Angola e seus dirigentes e alerta o Executivo de João Lourenço que desta forma não vai resolver o problema que os cabindas enfrentam.

Deputado reage a prisões em Cabinda - 2:04
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"Não esperava numa altura destas que houvesse mais detenções no terreno, é uma vergonha, são detenções políticas, isto só vem dar razão os que defendem que Cabinda não é Angola porque usam-se medidas aqui que não se verificam noutras partes de Angola", afirmou o conhecido “padre Tati".

Para ele, “o problema de Cabinda é muito mais profundo e não vai se resolver com prisões nem com tribunais, são sentimentos bastante arraigados e profundos de identidade e os políticos angolanos precisam despertar e assumir que não vale a pena tapar o sol com a peneira”.

“O que se passa em Cabinda é muito grave e não se resolve de forma leviana", sublinhou Raul Tati, que diz ter-se reunido com o responsável do Serviço de Investigação Criminal (SIC), o sub-procurador e o delegado do Ministério do Interior em Cabinda, que “confirmam os factos de que há um movimento, que houve tentativa de manifestação e que as autoridades locais acharam conveniente impedir a referida actividade e prender os seus mentores”.

Silêncio do Presidente

Desde a semana passada foram detidos 74 membros ou pessoas próximos do Movimento Independentista de Cabinda (MIC), que pretendia realizar na sexta-feira, 1, uma marcha para assinalar mais um aniversário do Tratado de Simulambuco, que colocou Cabinda sob o protectorado de Portugal.

Por seu lado, o activista cívico Alexandre Fernandes pediu às autoridades angolanas que pensem um pouco sobre Cabinda e que definem se “somos angolanos ou não”.

“A coisa é simples, até este momento o Presidente João Lourenço não proferiu nenhuma palavra sobre Cabinda, e isto começa a ser como uma máfia", concluiu Fernandes.

A VOA tentou contactar o Governo provincial de Cabinda e a polícia local mas sem sucesso.

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