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Ulisses Correia e Silva refuta acusações da FAO


Ulisses Correia e Silva

Primeiro-ministro de Cabo Verde diz não haver emergência alimentar no país que integra a lista de 39 Estados nessa condição

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, refutou haver um problema de emergência alimentar no país, como justificou a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) ao integrar o arquipélago na lista de 39 países que necessitam de ajuda externa para a produção agrícola e o abastecimento de alimentos.

O relatório da FAO aponta como causas as mudanças climáticas e dos conflitos em diversas regiões do mundo.

“Não há um problema de emergência alimentar, quer dizer crise de alimentos para os cabo-verdianos, isto não existe”, garantiu Correia e Silva em São Tomé Príncipe, onde se encontra de visita.

Para o chefe de Estado cabo-verdiano, “o que existe são efeitos fortes relativamente àquilo que é o impacto da produção agrícola e pecuária e o efeito directo nas pessoas que vivem dessas actividades, devido, principalmente, ao mau ano agrícola de 2017”.

Para Correia e Silva, caso contrário a economia do país “cresceria a 7 por cento”.

As declarações do primeiro-ministro foram feitas na ilha do Príncipe, onde foi visitar as comunidades cabo-verdianas e manter encontros com autoridades da região autónoma são-tomense.

A visita, que aborda as ligações aéreas entre os dois arquipélagos, relações empresariais e a melhoria das condições de vida de cabo-verdianos naquele país há décadas, termina no domingo.

Alerta da FAO

O relatório da FAO divulgadona quinta-feira, 7, diz que pelo menos 39 países necessitam de ajuda externa para a produção agrícola e o abastecimento de alimentos, principalmente por causa das mudanças climáticas e dos conflitos em diversas regiões do mundo.

"Conflitos persistentes se mantêm como fator dominante, conduzindo a altos níveis de insegurança alimentar severa. Choques climáticos também têm impactado de forma adversa a disponibilidade e acesso ao alimento", resume a FAO.

Comparado com o documento anterior, de Março, a relação actual acrescentou dois países: Cabo Verde e Senegal.

A maior parte dos países listados no documento como inseguros do ponto de vista alimentar está na África: 31.

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