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Trump e Biden intensificam campanha na recta final para o último debate presidencial


Donald Trump e Joe Biden

O Presidente Donald Trump e o seu opositor democrata, Joe Biden, estiveram neste domingo, 18, nos Estados de Nevada e Carolina do Norte, quatro dias antes do último debate entre os dois.

Até agora, pelo menos 27,7 milhões de americanos votaram por correio ou em pessoa, de acordo com o Projecto Eleições, na Universidade da Flórida, um número recorde devido à pandemia do novo coronavírus.

Na Carolina do Norte, onde um milhão e 400 mil eleitores, cerca de 20 por cento dos registados, já votaram, Biden pediu que todos votassem o mais rapidamente possível.

"Precisamos manter esse ímpeto incrível, não podemos diminuir", disse o democrata num comício em Durham, acompanhado por apoiantes nos seus respectivos carros.

"Não esperem, vão votar hoje”, repetiu Biden, enquanto os apoiantes buzinavam em sinal de apoio.

O candidato democrata voltou a criticar o Presidente Trump por dizer no fim de semana que os Estados Unidos haviam "virado a esquina" na pandemia de coronavírus, e lembrou que a taxa de novos casos em todo o país subiu para o nível mais alto em meses.

"Como meu avô diria: 'Esse homem está a virar a esquina se pensa que viramos a esquina'", afirmou Biden, repetindo que "as coisas estão piores e ele continua a mentir."

Por seu lado, Donald Trump passou um bom tempo em Nevada, Estado em que perdeu em 2016 e onde ontem os eleitores começaram a votar.

Numa visita a uma igreja evangélica, em Las Vegas, o Presidente ouviu uma pastora dizer que “Deus disse que ele vai ganhar a eleição a 3 de novembro”, tendo Trump depositado 20 dólares na hora da recolha das ofertas.

No terreno, Trump visitará Flórida, Arizona e Carolina do Norte, até quinta-feira, segundo o porta-voz de campanha Tim Murtaugh.

No sábado, Donald Trump esteve em Michigan e Wisconsin, dois importantes Estados em que ele ganhou por pouca diferença em 2016, mas que agora, segundo as sondagens, inclinam-se a favor de Joe Biden.

Em Muskegon, ele atacou a governadora democrata Gretchen Whitmer, pela sua política de restrições para combater a covid-19 e que, segundo o FBI, era alvo de uma tentativa de sequestro de supremacistas brancos.

"Espero que vocês a mandem embora logo", disse Trump, enquanto a multidão gritava: "Prenda-a!"

Em resposta hoje, no programa “Meet the Press”, da cadeia NBC, Whitmer disse que a retórica do Presidente é "incrivelmente perturbadora" e "perigosa" para ela e sua família, bem como para outros políticos.

*Com Reuters

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