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Trump conversa com Putin e líderes mundiais sobre ameaças à segurança


Presidente Donald Trump ao telefone com Vladimir Putin, Presidente russo

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discutiu a Síria e a luta contra o Estado Islâmico com o Presidente russo, Vladimir Putin, num dos vários telefonemas com líderes mundiais que tem promovido para imprimir o seu selo em assuntos internacionais.

O telefonema entre Trump e Putin é o primeiro desde que o empresário de Nova Iorque assumiu o cargo e acontece num momento em que as autoridades afirmam que ele considera aumentar as sanções contra Moscovo, apesar da oposição de democratas e republicanos em casa e de aliados europeus no exterior.

Nem a Casa Branca nem o Kremlin mencionaram uma discussão sobre as sanções em suas declarações sobre o telefonema que durou uma hora.

Presidente Vladimir Putin
Presidente Vladimir Putin

"O telefonema positivo foi um início significativo para melhorar a relação, que precisa de reparos, entre os Estados Unidos e a Rússia ", disse a Casa Branca. "Tanto o Presidente Trump quanto o Presidente Putin esperam que, após o telefonema de hoje, ambos os lados possam agir rapidamente para enfrentar o terrorismo e outras questões importantes de interesse mútuo".

Em Dezembro, o antigo Presidente norte-americano Barack Obama sugeriu que Putin teria autorizado pessoalmente as invasões aos e-mails do Partido Democrata, que funcionários de inteligência dos EUA disseram ser parte de um esforço russo que visava ajudar Trump a derrotar a democrata Hillary Clinton nas eleições de 8 de Novembro.

A relação entre Trump e a Rússia está a ser vigiada de perto pela União Europeia, que se uniu aos Estados Unidos para punir Moscovo após a anexação da Crimeia, que integrava a Ucrânia.

Trump já falou com dois líderes da UE, a chanceler alemã Angela Merkel e o Presidente francês François Hollande, além do primeiro-ministro japonês Shinzo Abe e do primeiro-ministro australiano Malcolm Turnbull.

De acordo com os EUA e a Alemanha, o telefonema a Merkel, que tinha uma relação muito próxima com o antecessor de Trump, incluiu uma discussão sobre a Rússia, a crise da Ucrânia e a NATO.

Trump descreveu a NATO como obsoleta, um comentário que alarmou aliados norte-americanos de longa data. Um comunicado da Casa Branca afirma que ele e Merkel concordaram que a Otan deve ser capaz de enfrentar as "ameaças do século XXI".

Reuters

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