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Tropas da Eritreia abandonam província etíope do Tygray


Abiy Ahmed, primeiro-ministro da Etiópia

Primeiro-ministro etíope disse que suas forças vão garantir a segurança na província do Tygray

O Governo da Etiópia anunciou a retirada das tropas da Eritreia da província do Tygray, após um acordo com Addis-Abeba que, no entanto, continua a perseguir líderes da Frente Popular de Libertação do Tigray (FPLT), que administrava a província.

O primeiro-ministro acrescentou que as forças etíopes vão assumir a guarda das zonas fronteiriças "com efeito imediato", depois de na semana passada ter reconhecido a presença dos soldados do país vizinho, que é “inimigo” dos líderes do Tygray.

O Governo da Eritreia ainda não se pronunciou.

As acusações de violações de direitos humanos e pilhagens de países e organizações internacionais pesam sobre as forças da Eritreia e da Etiópia que, no entanto, vão continuar na província.

Abiy Ahmed prometeu nesta semana punir os soldados que violaram mulheres e protagonizaram outros tipos de violações de direitos humanos, sem dar mais detalhes, embora tenha classificado de “exagero da propaganda” da FPLN as denúncias.

Os Estados Unidos acusaram os dois países de “limpeza étnica” no Tygray e exigiram a saída dos soldados eritreus, além de ter enviado o senador Chris Coons a Addis Abeba para conversações com Abiy, cujo Governo refutou a acusação.

O primeiro-ministro etíope lançou a 4 de Novembro uma ofensiva contra a FPLT naquela província, numa acção muito criticada a nível internacional e que provocou milhares de mortes, pilhagens, violações de mulheres e o deslocamento de milhares de pessoas para o Sudão.

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