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"Troika" da SADC convoca cimeira extraordinária sobre Cabo Delgado


Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, assume presidência da SADC, Maputo, 17 agosto 2020

Presidentes de cinco países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral não decidem enviar força militar para combater os insurgentes

Ao contrário do que o presidente da troika da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para Política, Defesa e Segurança, Mokgweetsi Masisi, deu a entender no início da cimeira realizada nesta quinta-feira, 27, em Maputo, não houve qualquer decisão a favor do envio de uma força militar para ajudar Moçambique a combater a insurgência na província de Cabom Delgado.

No final da reunião, a secretária-executiva da organização, Stergomena Tax, limitou-se a dizer que a troika manifesta "a solidariedade para com o povo de Moçambique e seu contínuo esforço para trazer a paz e segurança" e "conter o terrorismo, que é também uma ameaça regional", além de marcar uma cimeira extraodrinária.

A reunião, em que devem participar, outra vez, os Presidentes de Moçambique, Botswana, Malawi, África do Sul, Zimbabwe e Tanzânia, deve realizar-se antes de 20 de Junto, em Maputo.

Stergomena Tax acrescentou que foi analisado o relatório dos peritos militares da troika que visitou Cabo Delgado, sem, no entanto, revelar qualquer decisão, além de se referir a haver avanços em busca de uma solução, sem dar mais detalhes.

No início da cimeira, o Presidente do Botswana e líder da troika, Mokgweetsi Masisi, disse que “agora é hora de agir colectivamente e emitir uma mensagem clara e vigorosa aos terroristas, de que a região não vai tolerar este tipo de actos”

Por seu lado, o Presidente moçambicano e em exercício da SADC, Filipe Nyusi, reiterou a aposta numa estratégia regional para combater o terrorismo, sem, no entanto, “descorar o apoio de outros países, interessados em apoiar”.

Os peritos da troika propuseram o envio de uma força composta por três mil homens e equipamento de guerra para combater os insurgentes, mas o Presidente moçambicano continua a mostrar alguma resistência em aceitar uma força regional.

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