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Troca de acusações sobre responsabilidades em protestos continua em São Tomé e Príncipe


Celiza Deus Lima devolve acusações à ministra dos Negócios Estrangeiros

Em São Tome e Príncipe continua a polémica em torno das responsabilidades sobre os protestos contra a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) que na quarta-feira, 16, deixaram um morto e vários feridos, além de muitos danos materiais nos tempos daquele denominação.

A jurista Celiza Deus Lima rejeitou nesta segunda feira, 21, em conferência de imprensa, as acusações da ministra dos Negócios Estrangeiros, Elsa Pinto, segundo as quais, Lima seria o rosto da revolta popular contra a IURD.

A advogada da família do pastor são-tomense, Ludumilo Veloso, detido na Costa do Marfim, alegadamente por ter denigrido a imagem da denominação brasileira, desvalorizou as declarações da chefe da diplomacia.

“As declarações da senhora ministra, para além de serem falsas, revelam o desespero de alguém que por omissão no exercício das suas funções e por ter sido ultrapassada pela Assembleia Nacional, vem de forma covarde, repugnante e maldosa tentar imputar-me a culpa pela sua inabilidade, pela sua incapacidade e incompetência em lidar com o caso”, acusou Lima.

Quanto à dúvida levantada pela ministra sobre o estatuto da jurista neste processo, Celiza Deus Lima explicou que “sensibilizada com facto de ter sido informada que o pastor Ludumilo Veloso, foi julgado sem ser defendido por um advogado, entendi que deveria juntar-me à onda de solidariedade que se gerou à volta do pastor e oferecer os meus préstimos enquanto advogada a título gratuito”.

Celiza de Deus Lima acrescentou que também poderia apontar o dedo ao Governo e à chefe da diplomacia como sendo os principais culpados da revolta que culminou com a morte de um adolescente, pelo facto de “nada terem feito, com vista a libertação do pastor preso na Costa do Marfim nem para impedir a destruição dos templos da igreja universal do reino de deus”, mas prefere não ir por esta via.

Na sexta-feira, 18, Elsa Pinto disse que “pessoas outras quiseram usurpar” as competências do seu Ministério nos expedientes visando o regresso do pastor e acusou a jurista e advogada Celiza Deus Lima, de ter instigado o vandalismo de que foram vítima os tempos da UURD no país.

“Incitar como incitou, até hoje ao ponto de levar os são-tomenses a queimar igrejas, a senhora Celiza Deus Lima é um rosto desta revolta e tem que assumir as suas consequências”, sublinhou na ocasião.

Refira-se que não obstante a destruição dos edifícios da IURD, os fieis não se deixaram de congregar ontes.

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