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Tribunal sul-africano nega caução a moçambicano acusado de massacre


Imigrantes temem mais represálias

Sete pessoas da mesma família em Vlakfontein foram mortas em Outubro

O Ministério Público sul-africano recusou o pedido de caução de um cidadão moçambicano e do seu cúmplice zimbabueano acusados do massacre de sete pessoas da mesma família em Vlakfontein, sul de Joanesburgo, no mês passado.

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O massacre de sete pessoas, incluindo quatro crianças da família Khoza no mês passado, é considerado macabro mesmo no padrão criminal sul-africano caracterizado por extrema violência nas comunidades.

Até agora, desconhece-se ainda o motivo do crime que abalou a comunidade de Vlakfontein.

“Como Estado acreditamos que cometeram ofensas estatutárias e depende deles apresentarem circunstâncias excepcionais para se qualificarem a caução, mas achamos que não são candidatos qualificáveis para terem fiança e portanto devem ser mantidos sob custódia até ao fim de procedimentos legais”, diz o Ministério Público.

O imigrante moçambicano, Fifita Khupe, de 61 anos e que vive na África do Sul legalmente desde 1975, mantinha relações há 15 anos com a dona de casa na qual ocorreu o crime.

“Sei que vem de Moçambique, porque lhe conheci há 16 anos, mas nunca falei com ele. Apenas sei que é uma pessoa que vivia naquela casa, mas nunca falei com ele", disse Teboho Lekoetje, que perdeu sua filha de 11 anos e a namorada no massacre.

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Depois do crime, os assassinos cobriram os corpos das suas vitimas com areia.

O moçambicano fugiu mas foi detido pela Policia na região do Lebombo perto da fronteira entre os dois países.

Imigrantes moçambicanos estão apreensivos e receiam que o massacre de Vlafontein possa ser aproveitado contra os estrangeiros na África do Sul, como disse à VOA Angelina Nhantumbo, imigrante moçambicana

Entretanto, o caso foi transferido do tribunal de Lenasia para outro superior por causa de corte de energia electrica durante dois dias seguidos.

A juíza disse que sem electricidade no edifício para efeitos de gravação de depoimentos não podia prosseguir com audiências.

Fora da sala de julgamento, um grupo de moradores mobilizados pelo ANC gritava ruidosamente contra a eventual caução e exigindo a prisão perpetua para os dois acusados.

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