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Tribunal de Relação volta a analisar caso "Alex Saab" e defesa pede anulação de sentença de extradição


Palácio da Justiça da Praia, Cabo Verde

Estados Unidos pediu a extradição do enviado especial Venezuela que acuasam de ser testa-de-ferro de Nicolás Maduro

O Tribunal de Relação de Barlavento, em Cabo Verde, volta a analisar o processo do empresário colombiano e enviado especial da Venezuela Alex Saab, que se encontra detido na ilha do Sal à espera de uma decisão ao pedido de extradição dele para os Estados Unidos.

Tribunal de Relação volta a analisar caso "Alex Saab" e defesa pede anulação de sentença de extradição
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Depois da sentença de extradição proferida por aquela instância judicial, os advogados de defesa recorreram, tendo o Supremo Tribunal de Justiça optado por devolver o processo para ser analisado novamente pela Relação.

A defesa continua a alegar que a detenção é ilegal e o advogado João do Rosário volta a pedir que se faça justiça, libertando o cidadão Alex Saab.

"Defendemos a a sua libertação desde a primeira hora, por entender que não se justifica a detenção. Igualmente pedimos o arquivamento do processo de extradição", diz o advogado.

Sobre o novo pedido de habeas corpus, Rosário acredita nos fundamentos apresentados pela equipa e diz esperar um desfecho favorável da solicitação feita ao Supremo Tribunal de Justiça.

O caso

Detido a 12 de junho no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, na ilha do Sal, num voo privado a caminho do Irão, Alex Saab aguarda uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça de Cabo Verde a um recurso interposto pela defesa contra a sentença do Tribunal de Relação de Barlavento que autorizou a sua extradição para os Estados Unidos a 31 de julho.

A justiça americana, que pediu a sua detenção e extradição, diz que Saab é um testa-de-ferro do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o acusa de lavagem de capitais no montante de 350 milhões de dólares através do sistema financeiro dos Estados Unidos.

O Governo da Venezuela diz que ele tem imunidade diplomática e que estava a serviço do país, enquanto a defesa também já recorreu à Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas e ao Tribunal da Cedeao.

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