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Trabalhadores da Halliburton em Angola estão em greve


Trabalhadores da companhia petrolífera americana Halliburton dizem que vão manter a sua greve enquanto não receberem pagamentos convertidos do dólar para kwanza ao câmbio actual.

A companhia que se especializa na perfuração de poços de petróleo paralisou as operações no dia 16 de dezembro, em resultado de uma greve por tempo indeterminado que envolve mais de 700 trabalhadores que servem nos blocos 0, 14 e 15, operados pela Chevron, bem como os 17 e 32, da Total.

Trabalhadores disseram à Voz da América que os salários em dólares continuam a ser convertidos em kwanzas ao câmbio que existia há varios anos o que significa na pratica que os seus salários têm estado em queda.

João Ernesto Pedro, presidente do Sindicato das Indústrias Petroquímicas e Metalúrgicas de Angola (SIPEQMA), que lidera a greve para exigir uma conversão dos salários baseada na taxa de câmbio do dia publicada pelo BNA, afirma já terem feito vários contactos mas a empresa mostra-se remetente.

“Todas outras empresas pagam no câmbio do dia, só a Halliburton é que insiste em não pagar”, disse acusando ainda a Halliburton de querer destruir o sindicato.

O sindicalista acusa ainda as autoridades angolanas de não darem apoio a reivindicação dos grevistas.

Em 2014, a empresa despediu um total de 30 trabalhadores, por pertencerem à comissão sindical e está a ameaçar a terceira comissão sindical em funções, de acordo com denúncia feita ao Jornal de Angola por Luís Manuel e não comentada pelo funcionário da companhia contactado por este jornal.

“O governo angolano na pessoa dos ministérios não dá o apoio que merecíamos” disse.

Luís Manuel disse que, nesta altura, estão paralisados sobretudo serviços de laboratório, perfuração e controlo de poços de petróleo.

A outra situação de injustiça por que passam os trabalhadores, está relacionada com a disparidade salarial face aos expatriados, que chegam a ganhar 12 vezes mais.

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