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Três manifestações prometem "agitar" Luanda neste sábado


Vista parcial do Largo da Independência, Luanda, palco de um dos protestos

A violência policial e a morte de um médico em situações por esclarecer nas mãos da polícia estão na origem de duas manifestações marcadas para este sábado, 12, na capital angolana, Luanda.

No campo político, apoiantes do projeto político Pra-Já - Servir Angola, liderado por Abel Chivukuvuku, contra os sucessivos chumbos do Tribunal Constitucional à legalização do partido.

Às 12:30 horas tem início, com concentração no Largo da Mutamba, uma "manifestação pacífica e silenciosa" convocada pelo Sindicato Nacional dos Médicos de Angola (SINMEA) em memória do médico Sílvio Dala, que morreu no passado dia 1, numa esquadra da corporação, em Luanda, para onde foi levado sob detenção por, alegadamente, não usar máscara de protecção facial dentro do seu automóvel.

A organização apelou os participantes a que se vistam de preto e uma das palavras de ordem do protesto será "Eu Sou o Dr. Dala", em referência ao fato do médico já não conseguir responder a tantos pedidos de pacientes.

Meia hora mais tarde, com início no largo Primeiro de Agosto, está igualmente marcada outra manifestação contra a violência policial que, desde o início da pandemia, já deixou cerca de 20 mortes em Angola.

A mais recente aconteceu na quinta-feira, 10, no bairro dos Ossos, no município do Cazenga e a vítima foi uma adolescente de 15 anos que estava grávida de dois meses.

O incidente mortal aconteceu quando vários residentes dirigiram-se à esquadra policial a pedir ajuda para dirimir um conflito entre moradores e, no meio da confusão, um polícia saiu da esquadra e disparou de forma aleatória, tendo atingido mortalmente Helena Funge, mais conhecida por Leny.

"Não à brutalidade policial" será a palavra de ordem deste protesto que terminará no Largo das Heroínas.

No mesmo horário, mas a partir do Cemitério Santa Ana, terá início uma manifestação de apoiantes do projeto político Pra-Já - Servir Angola, liderado por Abel Chivukuvuku, contra os sucessivos chumbos do Tribunal Constitucional à legalização do partido.

A liderança do projeto político tem feito e promete mais recursos com vista à legalização do partido.

O protesto termina no Largo da Independência.

Até agora, a Polícia Nacional não se pronunciou publicamente sobre as intenções dos organizadores dos protestos.

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