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STP: PGR faz buscas em casa de membro do Governo depois de denúncias de antigo PR


Fradique de Menezes, antigo Presidente são-tomense

Em causa, uma empresa criada por partidos da coligação governamental para gerir arroz doado pelo Japão

O Ministério Público são-tomense realizou nesta quinta feira, 23, buscas e apreensões de documentos e computadores no gabinete do secretário de Estado do Comércio, Eugénio da Graça, por suspeitas de crimes de participação económica no negócio da venda de arroz oferecido ao país pelo Governo do Japão.

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Uma fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR) disse à VOA que as diligências ocorreram no âmbito de uma investigação em curso e que foi agilizada pela denúncia no sábado, 18, do antigo Presidente da República Fradique de Menezes, da criação de uma empresa por partidos da coligação governamental para gerir o arroz doado por Tóquio.

“Não houve detenções e para já ninguém foi constituído arguido”, acrescentou a mesma fonte.

Durante uma reunião do Conselho Nacional da MDFM-UDD, que integra a actual coligação no poder, Fradique de Menezes, que é empresário com interesses no sector, revelou que os partidos MLSTP-PSD, PCD e MDFM-UDD “criaram uma firma chamada Capa por causa do arroz do Japão", oferecido ao país para a constituição de um fundo de contrapartida para financiamento de projectos sociais.

Segundo o antigo chefe de Estado, meses antes das eleições presidenciais de Agosto, a sua empresa, Sodico, que representava o seu partido no negócio, foi afastada em detrimento do MLSTP-PSD, a mando do primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, para que o candidato do seu partido, Guilherme Posser da Costa, "pudesse vencer as eleições" beneficiando-se do arroz do Japão.

Depois da revelação das afirmações na quarta-feira, 22, o Movimento de Cidadãos Independentes-Partido Socialista exigiu hoje a demissão do primeiro-ministro e a investigação do caso pelo Ministério Público.

"Esta denúncia do senhor Fradique de Menezes é muito grave e o Presidente da República deve demitir de imediato o senhor Jorge Bom Jesus das funções do primeiro-ministro", pediu o porta-voz do partido, Raúl Cravid.

O Governo e os partidos da coligação governamental não se pronunciaram ainda e os esforços de contactos da VOA junto do Gabinete do primeiro-ministro mostraram-se infrutíferos.

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