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STP: Governo sem meios para enfrentar destruição provocada por chuvas clama por ajuda internacional


Estragos provoados por chuvas em São Tomé e Príncipe, 28 de Dezembro de 2021

O Governo são-tomense clama pelo apoio da comunidade internacional para dar resposta às inúmeras dificuldades da população depois dos estragos provocados pelas chuvas do passado 28 de Dezembro.

Depois do pedido feito aos diplomatas acreditados no país pela ministra dos Negócios Estrangeiros na semana passada, agora o ministro das Obras Públicas e Infraestruturas, Osvaldo Abreu, diz que o Executivo está sem capacidade para acudir ao sofrimento das populações.

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De norte ao sul da ilha de São Tomé, a situação de calamidade ultrapassa a capacidade de intervenção das autoridades.

O grito de socorro das populações esbarra-se na incapacidade do Governo em resolver os problemas causados pelas chuvas torrenciais.

“Estamos muito mal. Precisamos de ajuda para sair desta situação”, pediu um homem de cerca de 60 anos de idade que perdeu a casa em Boa Morte, nos arredores da capital.

Em Lembá, há mais de uma semana que polpações de várias localidades deste distrito encontram-se isoladas, sem comida, luz elétrica e água potável.

“Varias pontes desabaram. Eu sou motorista já não tenho como tralhar. Tudo está parado”, disse Juvêncio Cabral.

Hortência vive em Santa Catarina, uma das localidades mais afastadas do distrito de Lembá, e tem que ir à cidade de Neves comprar alimentos.

“É um problema para deslocar. O nosso maior sofrimento são as pontes que desabaram”, reclamou pedindo intervenção urgente do Governo.

O ministro das Obras Publicas e Infraestruturas, Osvaldo Abreu, esteve na segunda-feira, 3, em Lembá, para se inteirar da situação, mas, pouco ou quase nada pode fazer.

“O nosso maior desgosto é não poder fazer nada para aliviar o sofrimento do nosso povo. Sentimos impotentes perante toda esta situação”, disse o governante, clamando pela ajuda solicitada aos parceiros de cooperação internacional para dar resposta aos estragos cousados pelo temporal.

As chuvas que abateram sobre o arquipélago, especialmente na ilha de São Tomé, no dia 28, nunca vistas em cerca de 30 anos, deixaram dois mortos e um rastro de destruição em infraestruturas públicas e propriedades privadas ainda por contabilizar.

O Governo decretou estado de calamidade por um período de 15 dias.

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