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Sociedade Civil exige responsabilização de polícia que violou menor de 13 anos em Moçambique


A sociedade moçambicana está revoltada com um vídeo posto a circular no qual um polícia é visto a violar sexualmente uma menor de 13 anos de idade completamente dopada.

A revolta, segundo ativistas sociais que pedem a responsabilização do agente e sua expulsão da corporação, é maior porque o polícia continua solto, sem qualquer acusação e tem feito ameaças na vizinhança da casa da menor, dizendo que tem poder para tal.

O ato ocorreu a 12 de setembro, mas só agora veio a público e o seu protagonista é um membro dos Serviços Nacionais de Investigação Criminal (Sernic).

O Centro de Integridade Pública (CIP) exige a responsabilização do agente e Inocência Mapisse considera que o fato de o indivíduo continuar a circular livremente põe em risco a segurança da vítima.

“Este agente do Sernic continua a circular de forma livre, inclusive nas redondezas da casa da vítima, e profere, de acordo com a nossa investigação, ameaças tanto à família como a qualquer que queira ouvir na via pública que estará livre porque tem poder suficiente para isso”, afirma Mapisse, acrescentando que ele ainda “goza do privilégio de achar que é impune porque tem alguém da família, que aparentemente é a sua mãe, que é inspetora no Sernic.

Tanto Inocência Mapisse, do CIP, como Aida Macuácua, da Associação Mulher, Lei e Desenvolvimento (Muleide), pedem justiça, a começar pela responsabilização do agente e sua expulsão da polícia.

“Há uma necessidade de intervenção do Ministério Público para que haja uma investigação isenta”, sublinha Malate.

Recorde-se que há semanas, um instrutor e um agente da Escola Prática da Polícia, que engravidaram duas alunas, foram alvo de medidas disciplinares.

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