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Embaló rejeita acusação de golpe de Estado e dá posse a primeiro-ministro


Úmaro Sissoco Embaló, autoproclamado Presidente da Guiné-Bissau

Por Ansumane So

O ex-primeiro-vice-presidente do Parlamento da Guiné-Bissau e presidente do APU-PDGB, Nuno Gomes Nabian, tomou posse como primeiro-ministro da Guiné-Bissau neste sábado, 29, numa cerimónia na Presidência da República, em Bissau, na presença das chefias militares do país e dos embaixadores do Senegal e da Gâmbia.

No ato, o autoproclamado Presidente, Úmaro Sissoco Embaló, desafiou Nabian a restabelecer a ordem e tranquilidade, bem como a fazer funcionar os serviços básicos de educação e saúde.

Nuno Gomes Nabian
Nuno Gomes Nabian

“Restabelecer a ordem e tranquilidade no país, através de uma governação assente no respeito pela dignidade da pessoa humana e na gestão criteriosa, rigorosa, transparente na coisa pública, segundo restabelecimento de imediato dos serviços básicos como o sector da educação e saúde que se encontram paralisado devido ao clima de desordem e desgovernação que lamentavelmente tem afetado o país e encorajo o primeiro-ministro a abrir negociações sérias com sindicatos, terceiro, criação de condições efetivas para um bom desenrolar da campanha de caju, permitindo os agricultores a tirarem maior proveito económico deste produto estratégico nacional”, pediu Sissoco.

Na ocasião, em resposta ao primeiro-ministro Aristides Gomes, por ele demitido ontem e que disse estar em curso um golpe de Estdao, o autoproclamado Presidente afirmou não estar em curso nenhum golpe de Estado na Guiné-Bissau e destacou não ter sido “tomada qualquer medida de restrição do direito e liberdade dos cidadaos”.

Ele reafirmou ter atuado “na qualidade de Chefe de Estado em uso dos poderes que a Constituição da República me atribui para pôr fim à anarquia, à desordem, ao desrespeito e coronavirus políticos”.

A cerimónia foi assistida pelas chefias militares, com destaque para o Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, Biaguê Nantam, e foi notada a presença do seu antecessor, António Indjai, líder do golpe militar de Abril de 2012.

Entre os representantes do corpo diplomático, estiverem presentes apenas os embaixadores do Senegal e da Gâmbia.

Presidente interino

Ontem, no seu primeiro decreto, Úmaro Sissoco Embaló demitiu o primeiro-ministro Aristides Gomes, que hoje encontra-se em casa, enquanto o Palácio do Governo continua cercado por militares, bem como o Ministério da Justiça.

Também ontem, 52 dos 102 deputados deram posse ao presidente do Parlamento, Cipriano Cassamá, como Chefe de Estado interino em virtude de considerarem ter havido vacatura com a entrega da Presidência por José Mário Vaz a Úmaro Sissoco Embaló.

Cassamá convocou a imprensa para as 17 horas e vai pronunciar-se sobre a situação.

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