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Sindicatos no Uíge aderem à greve nacional dos professores


A paralisação arranca na segunda-feira, 26, e visa pressionar o Governo a responder ao caderno reivindicativo apresentado há anos

O Sindicato Nacional dos Professores (Sinprof) na província angolana do Uíge e seus filiados garantem a sua participação na greve dos professores a nível nacional que tem início na segunda-feira, 26, caso o Governo não satisfaça o caderno reivindicativo da classe.

SINPROF do Uíge adere à greve de professores – 2:26
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O secretário provincial do Sinprof no Uíge, Amândio Simão Vieira, diz que a decisão é resultado do último encontro realizado com os professores na província.

“Os professores decidiram aderir à greve enquanto a entidade patronal não resolver as nossas preocupações, pelo que nós vimos os nossos colegas e representações sindicais ao nível dos nossos municípios estão unânimes e preparados para aderirem à greve”, acrescenta Amândio, quem apela a todos os professores a abraçarem a causa, de modo que sejam alcançados os objectivos.

“Quando estivermos em greve é melhor não aparecerem nas instituições escolares para evitar listas de presenças”, reitera o sindicalista.

O coordenador provincial do Sindicato dos Professores e Trabalhadores do Ensino não Universitário, Raul Pedro António, também garante o apoio à paralisação.

“O Siptnu no Uíge está pronto, está convicto a aderir à greve, visto que o Ministério da Educação está todo numa calamidade, estão vamos à greve para a reivindicar os nossos problemas, nesses objetivos está também a insatisfação dos professores na base do equilíbrio do mercado”, afirma António.

Aquele sindicalista lembra que os salários “estão abaixo de 40% de acordo com o momento actual do mercado, então esses salários abaixo de 40% não correspondem aos anseios do professor e minimiza a qualidade também do próprio ensino”.

Por sua vez, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação, Cultura, Desporto e Comunicação Social, Miguel Teta Neto, aponta como causas para a greve “o não pagamento dos subsídios de exame em 2019, a insegurança do professor no local de trabalho, a habitabilidade dos professores que trabalham em zonas recônditas, o pagamento de retroactivos dos directores, entre outras”.

A greve já teve adesão das estruturas do Sinprof e de outros sindicatos em várias províncias.

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