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Sindicatos na Huíla pedem medidas para conter aumento de preços


As principais organizações sindicais na província angolana da Huíla apelam o Governo a tomar medidas urgentes para travar a perda do poder de compra dos trabalhadores.

Sindicatos pedem controlo de preços - 1:55
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O aumento dos preços dos produtos da cesta básica no mercado reduziu significativamente o poder de compra dos trabalhadores que assistem quase diariamente à subida de produtos como o arroz, óleo alimentar, feijão o açúcar só para citar alguns.

Para o secretário provincial do Sindicato dos Profesores (SINPROF) na Huíla, João Francisco, o actual quadro sócio-económico está-se a reflectir de forma negativa no rendimento dos filiados e pede uma solução que envolva diálogo.

“Esta preocupação faz com que em vez de se dedicar ao serviço as pessoas dedicam-se na procura de soluções para os seus problemas. Têm de ser soluções na base de um diálogo profundo e baseado no respeito mútuo com todas as franjas da sociedade. Se eles entenderem que vão continuar como têm feito não vão encontrar solução”, disse Francisco.

Em face do alto custo de vida, os sindicatos receiam por um cenário pior com o aproximar do final do ano e com ele a quadra festiva, período marcado pela especulação de preços muito ligada ao consumismo.

O secretário da União dos Sindicatos da Huíla, UNTA-Confederação Sindical, Carlos Cambundo, diz que é preciso fazer-se algo para controlar os preços.

“Apelar às entidades ligadas à área de controlo e fiscalização dos preços", defendeu.

Apesar de ter coincidido com a implementação do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), que vigora desde 1 de Outubro, economistas são unânimes em associar o aumento dos produtos da cesta básica à depreciação do kwanza face ao dólar e a falta de produção interna que torna o país excessivamente dependente das importações.

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