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Sindicatos angolanos com opiniões diferentes sobre situação laboral


Trabalhadores angolanos

Uns apontam dedo aos empregados, principalmente o Estado, e outros queixam-se da fala de coesão da classe

No Dia do Trabalhador os sindicatos angolanos não falam a mesma linguagem: uns dizem faltar coesão inter-sindical e outros apontam o dedo ao Estado,o maior empregador, como insensível às condições dos trabalhadores.

Sindicatos angolanos e o dia dos trabalhadores - 2:48
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No que toca à relação entre a entidade empregadora e os trabalhadores, Almeida Pinto, do Sindicato de Enfermeiros e Pessoal de Saúde considera que as condições dos trabalhadores pouco importam ao empregador.

Almeida Pinto criticou também o governo.

"A entidade empregadora só se importa com o lucro, as condições dos trabalhadores não interessam muito”, sublinha aquele sindicalista

“No sector publico em que estamos inseridos até agora não nos pagam o salário da função páblica sobre a alegação de haver trabalhadores irregulares”, acrescentou Almeida Pinto para quem “isto desarticula a nossa relação e cria instabilidade nas famílias, que têm um poder de compra que já é baixo e reduz mais a precariedade dos serviços”.

Por seu lado, Manuel Viaje, da UNTA-Confederação Sindical, afirma que as companhias privadas tendem a reagir mais depressa e melhor a reivindicações dos trabalhadores.

"Os empregadores são muito atentos, respondem imediatamente sempre que há reivindicações, mas no sector publico é um pouco mais difícil porque o único empregador é o Estado”, sublinha Viaje para quem, contudo, "isso não significa que sejam insensíveis”.

Carlinhos Zassala, do Sindicato dos Professores do Ensino Superior, diz que os sindicatos têm dado do melhor.

"As reivindicações em Angola têm suscitado alguns aspectos positivos embora não ainda na percentagem desejada mas os sindicatos trabalham", reitera Zassala, enquanto Manuel de Vitoria Pereira, do SINPROF, aponta a falta de coesão entre os sindicatos.

"Não há solidariedade da sociedade e não há coesão entre os vários sindicatos", garante.

Num aspecto os vários sindicatos comungam da mesma opinião, nomeadamente no que diz respeito à situação actual do trabalhador angolano: "Neste momento em Angola a situação do trabalhador é precária.", disse Manuel Viaje.

Junte-se a isso a instabilidade no emprego, pois, como disse Manuel Vitória Pereira, o angolano tem medo de ir para rua a qualquer momento.

"Grande parte dos trabalhadores em Angola está em vias de perder o emprego a qualquer momento, sujeita-se a condições às vezes sub humanas que contrariam as leis do trabalho para ver se conserva o emprego", conclui aquele líder sindical.

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