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Sindicato levanta greve na função pública em Angola depois de Governo aceitar negociar


Trabalhadores da Função Pública em greve, Benguela, Angola

Executivo tem três meses para melhorar salários dos funcionáros públicos

Dois dias depois do início da greve na função pública em Angola, decretada em protesto contra baixos salários, a paralisação foi suspensa devido ao início de negociações entre os sindicatos e interlocutores do Governo.

O sindicalista Custódio Cupessala, membro da Comissão Intersindical dos Sindicatos da Administração Pública, Saúde e Serviços, explica que o fim da paralisação não está associado a ameaças proferidas por um membro do Governo.

“A greve podia continuar, que isto fique claro. Não foi levantada porque o secretário de Estado da Administração do Território, com expressões intimidatórias, disse que haveria problemas. Só levantamos porque há documentos de pessoas credíveis”, sublinha Supessala, acrescentando que “foi tudo na base da lei”.

As suspensão que anula a segunda fase da greve, aprazada para daqui a 10 dias, foi dada a conhecer à Presidência da República pela ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.

Agora, o Governo tem três meses para apresentar uma solução a um problema com mais de 10 anos.

“O que se pretende é mesmo a actualização de categorias, mesmo de forma gradual, a começar pelos que estão à beira da reforma. Caso contrário, dentro de três meses a greve vai se generalizar”, adverte Cupessala.

Benguela, de forma mais abrangente, Namibe, Bié e Luanda são as províncias que observaram greve.

O Governo angolano promete efectuar um levantamento para aferir o número de trabalhadores à espera de actualização de categorias, sabendo-se já que só a província de Benguela conta com mais de oito mil.

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