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Sindicato de Professores na Huíla acusa Governo de privilegiar ensino privado


João Francisco, do Sindicato Nacional de Professores (SINPROF) na Huíla

SINPROF diz que Gabinete da Educação esconde testes de Covid-19

O Sindicato Nacional de Professores (SINPROF) na província angolana da Huíla acusa o gabinete local da saúde de esconder os testes da Covid-19 realizados aos professores.

SINPROF acusa governo de esconder testes de Covid dos professores – 2:10
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A posição vem expressa num comunicado tornado público depois de uma reunião extraordinária recente do secretariado local do SINPROF que recomendou igualmente o fim do que chama de "incompetência no Ministério da Educação" ao olhar para o calendário escolar de 2020 com alegados privilégios ao sistema de ensino privado em detrimento do público.

A marcação de exames finais para este de mês em alguns colégios privados, contrariando o novo calendário escolar alargado por força dos efeitos da pandemia de Covid-19, pressupõe "a mercantilização do ensino", que, segundo o secretário provincial do SINPROF na Huíla, João Francisco, faz levantar algumas interrogações.

“Se há um decreto presidencial que determina o ano lectivo 2020/2021 não há aí excepção para uma determinada escola que deve fazer aquilo que bem entender! Todos devem cumprir aquilo que é orientação, por que tem que ser assim, o ensino privado parece a sobrepor-se ao ensino público. Então nos perguntamos essas tais escolas são de quem? Quem é o dono destes colégios? Onde está o Governo, o Ministério da Educação que regula o sector na província e no país?”, questiona.

O Sindicato reitera a necessidade de se prestar melhor atenção ao sector por via do Orçamento Geral do Estado (OGE), actualização do tempo de serviço a par da solução de outras reivindicações.

Sem se referir em concreto para os problemas suscitados pelos professores e na sequência da inauguração de duas novas escolas erguidas no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIMM), o governador Luís Nunes reconheceu tratar-se de um sector com enormes desafios pela frente.

Com o número de crianças fora do sistema de ensino a atingir as 300 mil e com 150 mil a estudar ao relento, Nunes reconhece que é preciso fazer mais.

“Mesmo que as escolas sejam muitas as que estamos a fazer, não chegam ,temos que construir mais”, concluiu Luís Nunes.

O governador não se referiu, no entanto, às denúncias do SINPROF.

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