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Sindicato angolano avisa para o risco de jornalistas serem mortos ao cobrirem manifestações


Um polícia prepara-se para atirar gás lacrimogéneo durante manifestação anti-governo, Luanda, 24 outubro 2020

Secretário-geral do Sindicato de Jornalistas Angolanos pede explicações ao comandante geral da Polícia Nacional sobre as agressões

O secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) advertiu que com as constantes agressões aos profissionais da imprensa corre-se o risco de se ver um jornalista morto no desempenho das suas funções.

Em conferência de imprensa nesta terça-veira, 17, em Luanda, Teixeira Cândido criticou o silêncio das autoridades ante as agressões contra os jornalistas.

"O mais assustador é que as autoridades do país não se predispõem em prestar esclarecimentos ou reparar os danos", disse o sindicalista que exigiu explicações ao comandante geral da Polícia Nacional (PN), Paulo Almeida, sobre “as constantes agressões" aos profissionais, receando por mortes.

"A situação é grave e nós entendemos que os órgãos competentes, no caso o senhor comandante geral, deveria se dignar em explicar à sociedade por que razão é que a Polícia Nacional tem estado a agredir, tem estado a violentar os jornalistas no exercício das suas funções", apontou Cândido, que repudiou as violações à liberdade dos jornalistas no exercício das suas funções.

Ante as "recorrentes agressões" policiais, Teixeira Cândido afirmou que corre-se o risco de se ver "um jornalista morto, simplesmente porque se deslocou para a cobertura de uma manifestação, que é um facto de interesse público".

Recorde-se que durante as manifestações do passado dia 24 de outubro, seis jornalistas foram detidos.

Na altura, o Presidente da República, João Lourenço, lamentou a detenção e disse esperar que não volte a acontecer.

Entretanto, na manifestação do dia 11 de novembro em Luanda, reprimida pela polícia, pelo menos três profissionais da imprensa foram detidos por alguns momentos pela polícia.

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