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Sindicato acusa Governo angolano de discriminar médicos nacionais


Benedito Gonga, médico e presidente do Sindicato dos Médicos de Angola em Malanje

Novos líderes sindicais em Malanje prometem lutar pela classe e ajudar o Governo

Os médicos angolanos na província de Malanje recebem tratamento diferenciado do Ministério da Saúde em relação aos colegas expatriados, acusou o presidente provincial do Sindicato de Médicos de Angola (SMA).

Benedito Gonga, empossado no cargo no fim-de-semana, prometeu advogar junto da entidade patronal para corrigir algumas irregularidades que enfrentam os membros da classe.

“Ainda há uma grande assimetria em termos de tratamento para os médicos nacionais e para os médicos expatriados”, afirmou Gonga, quem prometeu “ajudar o nosso Governo, no sentido de se estabelecer uma igualdade ao tratar, ou no tratamento dos médicos nacionais”.

Os hospitais e centros de saúde, únicos com médicos, debatem-se com a ausência de condições de trabalho, como equipamentos médicos, meios de bio-segurança e medicamentos para o tratamento dos doentes, transporte, que reduzem a capacidade de intervenção daquele grupo de profissionais da saúde.

Domingas Meneses, médica, Malanje, Angola
Domingas Meneses, médica, Malanje, Angola

Nas unidades sanitárias no interior da província de Malanje, as dificuldades aumentam, referiu a médica Domingas Meneses, empossada como secretária adjunta para Administração e Finanças do SMA.

“Eu trabalho num município, trabalho todos os dias e só tenho descanso no sábado e domingo, [lá no município] não consigo sair (...) e isso não é valorizado. Eu ganho um salário base de banco, não recebo por chamada, então, vamos lutar por isso”, lamentou.

António José, secretário-geral da União dos Sindicatos de Malanje, Angola
António José, secretário-geral da União dos Sindicatos de Malanje, Angola

Por outro lado, o aumento de preços de todos os produtos da cesta básica afecta os médicos e as suas famílias, como referiu o secretário geral da organização em Malanje, António José, quem alertou para a gravidade das “iniciativas desestruturantes do sistema de saúde como a importação de profissionais estrangeiros, muitas vezes de qualidade duvidosa”.

A defesa dos trabalhadores sindicalizados pode melhorar na região com a criação dos sindicatos dos Trabalhadores da Função Pública, dos Trabalhadores da Educação, Cultura, Juventude e Desportos, e Comunicação Social, dos Médicos e da Saúde (por renovar), do secretariado do Sindicato Nacional dos Empregados Bancários de Angola (SNEBA) e do núcleo de vendedores do Mercado Informal do bairro Cangambo.

A UNTA-Confederação Sindical realiza o sexto congresso ordinário em Agosto, próximo na capital angolana.

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