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Senadores americanos acreditam que príncipe saudita é cúmplice na morte de Khashoggi


Lindsey Graham

Legisladores pronunciaram-se depois de um encontro com a directora da CIA

Senadores americanos consideram que o príncipe herdeiro e actual líder da da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, é responsável da morte do jornalista Jamal Khashoggi no consulado saudita em Istambul, Turquia, a 2 de Outubro.

Vários senadores fizeram essas declarações após um encontro a portas fechadas nesta terça-feira, no qual Gina Haspel, directora da CIA, apresentou um relatório sobre o caso aos legisladores.

O presidente da comissão das Relações Estrangeiros, o republicano Bob Corker, afirmou que acredita se que bin Salman fosse a julgamento seria declarado culpado "em cerca de 30 minutos".

Por seu lado, o também senador republicano Lindsey Graham declarou que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita é "cúmplice no assassinato" de Khashoggi.

"A Arábia Saudita é uma aliada estratégica, e o relacionamento [com o país] merece salvação. Mas não a todos os custos", disse Graham, que disse não ver bin Salmam como “um parceiro confiável dos Estados Unidos.

O senador foi mais longe.

"Eu acho ele louco, eu acho ele perigoso, e ele está colocando a relação em risco", completou Graham.

Por seu lado, senadores democratas também demonstraram credibilidade no relatório da CIA que acusa bin Salman.

Bob Menendez, líder do Partido Democrata no Comité de Relações Exteriores do Senado, disse estar "convencido" de que os EUA devem tomar alguma atitude contra o regime saudita, incluindo o posicionamento em relação ao conflito no Iémen.

"Antes do relatório, eu estava convencido de que os EUA deveriam tomar atitudes contra a guerra no Iémen e contra os sauditas. Eu apenas solidifiquei as minhas opiniões depois desse relatório", disse o senador, que espera que o Senado aja para "mandar uma mensagem forte e inequívoca" nos dois casos.

O também senador Richard Durbin, afirmou que a reunião com Haspel "evoluiu claramente para a avaliação da informação" e foi muito mais informativa.

"Acredito agora que o príncipe herdeiro foi responsável directamente ou pelo menos cúmplice e os meus instintos foram reforçados pela informação que nos foi dada", disse.

O Governo, através do Presidente e dos secretários de Estado e da Defesa, defenderam não sancionar a Arábia Saudita por considerarem ser um parceiro estratégico na região.

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