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Sem espaço para endividamento, FMI aprova linha de crédito a Angola e pede mais reformas


Angola vai ter acesso ao desembolso imediato de mil milhões de dólares do Fundo Monetário Internacional (FMI), bem como um aumento do acesso total à Linha de Financiamento Ampliado de cerca de 765 milhões de dólares até ao final do acordo entre aquela instituição financeira e o Governo de Luanda.

A aprovação foi anunciada nesta quarta-feira, 16, depois do Conselho de Administração do FMI ter concluído a terceira avaliação do programa económico de Angola, apoiado por um acordo alargado ao abrigo da Linha de Financiamento Ampliado (EFF, na sigla em inglês), em 2021.

Entretanto, na avaliação, alertou o Governo de João Lourenço a "vigiar constantemente" a gestão da dívida pública, manter a implementação de reformas estruturais e combater a corrupção.

“A economia angolana foi duramente atingida por um choque externo triplo, induzido pela pandemia de Covid-19”, que levou a “crises económicas e sanitárias e que foram agravadas pelo declínio dos preços do petróleo, devido à dependência de Angola das exportações deste produto”.

No entanto, para a instituição, “as autoridades adotaram medidas atempadas para enfrentar os desafios decorrentes do choque e continuam fortemente comprometidas com o programa económico ao abrigo da Linha de Financiamento Ampliado, cuja aplicação, em geral, tem sido satisfatória”.

Numa declaração final, a subdiretora-geral do Conselho de Administração do FMI, destacou as várias medidas tomadas pelo Executivo, mas alertou existir “pouco espaço para um maior abrandamento monetário e o BNA deve estar pronto para manter as pressões inflacionistas sob controlo.

Para a instituição, a implementação atempada da recapitalização e da reestruturação do setor bancário é fundamental para enfrentar os riscos do setor financeiro” e defende que “as autoridades têm de avançar com a reestruturação de dois bancos públicos”.

O Fundo instou o Governo a “prosseguir com as reformas estruturais", o que é fundamental para diversificar a economia e estabelecer as bases para o crescimento económico liderado pelo setor privado”, ao mesmo tempo que “terá de se manter firme na melhoria do ambiente de negócios, no reforço da governação e na luta contra a corrupção”.

O programa de assistência financeira do FMI a Angola visa restaurar a sustentabilidade externa e orçamental, melhorar a governação e diversificar a economia, para promover o crescimento económico sustentável, liderado pelo setor privado.

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