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Sede de mudanças na governação leva moçambicanos a votarem, dizem analistas


Assembleia de voto em Nampula. Moçambique realizou eleições autárquicas a 10 de Outubro 2018

Ainda não foram divulgados os dados sobre o nível de participação nas eleições autárquicas, mas, em muitos postos de votação, a afluência foi superior a 50 por cento.

As eleições municipais de quarta-feira, 10, em Moçambique, foram marcadas por uma elevada afluência dos cidadãos, o que para alguns analistas, reflecte a necessidade de mudanças no sistema de governação que a sociedade moçambicana sente, sobretudo a juventude.

Em praticamente todas as autarquias verificaram-se grandes enchentes, tendo nalguns postos de votação, o processo terminado muito depois da hora marcada.

Ainda não foram divulgados os dados sobre o nível de participação dos eleitores, mas em muitos postos de votação, a afluência foi superior a 50 por cento, comparável apenas às primeiras eleições presidenciais e legislativas de 1994, que marcaram a transição para o multipartidarismo em Moçambique.

Depois dessas eleições, a participação dos eleitores vinha diminuindo, e em 2014, os níveis de abstenção foram superiores a 50 por cento.

O sociólogo Francisco Matsinhe vê na elevada participação no escrutínio de quarta-feira, a necessidade de mudança que os moçambicanos, sobretudo os jovens, que constituem mais de metade da população, sentem.

Para outro sociólogo, Moisés Mabunda, a facilidade com que circula a informação actualmente em Moçambique, através das redes sociais, que dissemina a ideia de mudança, também contribuiu para a elevada participação dos eleitores.

Refira-se que estas foram as quintas eleições, que se realizaram em 53 autarquias, para a escolha de presidentes de conselhos autárquicos e assembleias autárquicas em Moçambique.

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