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Indicado para secretário de Estado defende sanções contra a Rússia

  • Redacção VOA

Rex Tillerson apoia revisão do acordo com o Irão

Rex Tillerson teve audiência para a sua confirmação pelo Senado americano

O escolhido pelo Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para ser secretário de Estado, Rex Tillerson, afirmou nesta quarta-feira, 11, ser a favor de manter as actuais sanções de Washington contra a Rússia, por agora, e que aliados da NATO estavam certos em se mostrarem alarmados com a crescente agressividade de Moscovo.

Contudo, o apoio de Tillerson por uma política mais forte em relação à Rússia do que Trump tem defendido foi amenizado pela sua recusa em se comprometer com a manutenção da ordem executiva do Presidente Barack Obama que autoriza sanções adicionais contra Moscovo por causa da interferência nas eleições presidenciais de 2016.

Tillerson fez estas declarações audiência no Senado que terá de aprovar a sua nomeação.

Sanções prejudica negócios

O antigo presidente executivo da petrolífera Exxon Mobil, que tinha extensos negócios com a Rússia, recusou-se, no entanto, a chamar o Presidente Vladimir Putin de um criminoso de guerra e manteve a porta aberta para possíveis mudanças na política de sanções contra os russos, dizendo que não havia visto informações confidenciais sobre a interferência russa.

“Eu recomendaria manter o status quo até que possamos nos engajar com a Rússia e entender melhor quais são as suas intenções”, disse Tillerson adiantando que sanções norte-americanas prejudicavam negócios do país no exterior.

Algumas das respostas de Tillerson podem vir a tranquilizar republicanos cépticos e democratas preocupados com que Donald Trump, que assume o poder no dia 20, actue de acordo com o seu objetivo declarado de melhorar as relações com a Rússia, revogando todas, ou algumas, sanções contra Moscovo.

Tillerson declarou que era uma “suposição justa” a possibilidade de Putin ter conhecimento sobre os esforços russos para interferir nas eleições norte-americanas.

Revisão do acordo com o Irão

Sobre outros temas polémicos, Tillerson disse que recomendaria uma “revisão plena” do acordo nuclear com o Irão assinado pelos Estados Unidos e outras potências mundiais, mas não defendeu uma rejeição total do documento.

Trump tem feito declarações contraditórias sobre o acordo nuclear e, num determinado momento, ameaçou desmantelá-lo.

Tillerson também foi questionado sobre mudanças climáticas, a resposta da China aos testes de mísseis norte-coreanos, e se ele seria capaz de decidir de forma imparcial após uma a longa carreira na Exxon Mobil.

Rever relações com Cuba

O indicado para substituir John Kerry disse que analisará a exclusão de Cuba da lista de países que apoiam o terrorismo e criticou a aproximação diplomática entre Washington e Havana.

"Gostaria de examinar o critério pelo qual Cuba foi retirada da lista de nações que apoiam o terrorismo, ver se esta exclusão foi apropriada e se as circunstâncias que permitiram esta decisão ainda existem", declarou Tillerson, que também se expressou a favor de que o futuro Presidente vete qualquer lei que implique a suspensão do embargo americano a Cuba.

Bob Corker, presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, disse esperar que o Senado controlado pelos republicanos confirme sem problemas Rex Tillerson para o cargo de secretário de Estado.

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