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Secretário de Estado Mike Pompeo visita Cisjordânia


Mike Pompeo e Benjamin Netanyahu, em Jerusalem,19 novembro 2020

É o mais alto governante americano a visita região considerada ocupada pelos palestinianos

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, visitou nesta quinta-feira, 19, um colonato israelita, na Cisjordânia, antes de uma viagem igualmente sem precedentes aos Montes Golã, anexados à Síria.

Pompeo é o mais alto representante do Governo dos Estados Unidos a visitar a região.

Ele esteve na vinha Psagot, cujos escritórios estão localizados na zona industrial de Shaar Benjamin, parte dos colonatos israelitas da Cisjordânia ocupada.

A criação de colonatos israelitas nos territórios palestinianos cresceu muito nos últimos anos, sob a liderança do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e sobretudo desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca.

Em conferência de imprens, Mike Pompeo anunciou que os produtos dos colonatos israelitas na Cisjordânia ocupada vão passar a ser rotulados como "Fabricados em Israel".

Em nota, o Departamento de Estado disse que a mudança na política de rotulagem é "consistente com a abordagem de política externa [norte-americana], que se baseia na realidade".

O primeiro-ministro israelito, Benjamin Netanyahu, que participou na conferência de imprensa e Mike Pompeo parabenizaram-se na ocasião pelas medidas tomadas durante a administração do Presidente Donald Trump, como o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e a legalização dos colonatos.

Netanyahu, que disse que a relação EUA-Israel atingiu "níveis sem precedentes" durante a administração Trump e destacou os recentes acordos com Bahrein, Sudão e os Emirados Árabes Unidos.

As reacções não se fizeram esperar do movimento denominado Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), liderado pos palestinianos e que segue o modelo do boicote dos anos 1980 que pressionou a África do Sul a acabar com o apartheid.

O BDS nega ser anti-semita e pede boicote a esses produtos.

A Autoridade Palestiniana, através do porta-voz do seu Presidente, Nabil Abou Roudein, afirmou que "a decisão ignora descaradamente o Direito Internacional",.

"A visita não irá permitir legitimar os colonatos israelitas, que irão desaparecer, mais cedo ou mais tarde", acrescentou num comunicado no qual apela a comunidade internacional a que "assuma as suas responsabilidades e ponha em prática as suas resoluções".

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