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Secretário de Defesa Jim Mattis deixa o cargo em Fevereiro


Jim Mattis

Enquanto Trump diz que Mattis vai se aposentar, o próprio divulgou uma carta indicado que estava a deixar o cargo.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Jim Mattis, deixará o seu posto em fevereiro, anunciou o presidente Donald Trump, na tarde de quinta-feira, 20.

"O general Jim Mattis vai se aposentar, com distinção, no final de fevereiro, depois de ter servido no meu governo como Secretário de Defesa, nos últimos dois anos", escreve Trump no Twitter.

A mensagem continua: "Durante o mandato de Jim, foi alcançado um tremendo progresso, especialmente no que diz respeito à compra de novos equipamentos de combate. O General Mattis prestou uma grande ajuda para que os aliados e outros países pagassem as suas obrigações militares. Um novo secretário de Defesa será nomeado em breve”.

Trump conclui agradecendo os préstimos de Mattis.

A notícia surge um dia depois de Trump ter dito que as tropas dos Estados Unidos irão deixar a Síria, medida à qual as autoridades do Pentágono se opuseram.

"Julgo correcto renunciar"

Enquanto Trump diz que Mattis vai se aposentar, o próprio divulgou uma carta indicado que estava a deixar o cargo.

“Porque (o presidente) tem o direito de ter um Secretário de Defesa cujas visões estejam mais alinhadas com as suas nestas e noutras questões, eu julgo correcto renunciar ao meu cargo”, escreve Mattis.

Na carta divulgada pelo departamento de Defesa, Mattis adverte que "não podemos proteger os nossos interesses ... sem manter alianças fortes e demonstrar respeito por esses aliados".

As forças apoiadas pelos EUA fizeram progresso contra o grupo Estado Islâmico durante vários anos. Na última sexta-feira, elas capturaram a última fortaleza do Estado Islâmico, no leste da Síria, a cidade de Hajin, provavelmente levando a declaração de vitória de Trump.

Trump celebrou a vitória num vídeo divulgado no Twitter, no qual sublinhava que " recuperamos a terra, e agora é hora das nossas tropas voltarem para casa."

Postos de vista diferentes

Trump e Mattis discordam neste assunto. Derrotar o Estado Islâmico foi apenas dos três planos que Mattis teve para a Síria, que ele expôs em Agosto. Ele disse que os Estados Unidos devem treinar tropas locais capazes de derrotar os militantes, e que o processo de paz da ONU deve progredir em direção a uma resolução na guerra civil na Síria.

Além da Síria, havia tensões entre os dois homens em relação ao presidente russo, Vladimir Putin.

Mattis disse que o presidente russo estava a tentar prejudicar a NATO e atacar as democracias ocidentais.

Mas Trump já elogiou as habilidades de liderança de Putin e recentemente causou preocupação entre os aliados dos Estados Unidos ao pedir a reintegração da Rússia no grupo das principais nações industrializadas. A Rússia foi expulsa do que era o Grupo dos Oito, após a anexação da Criméia da Ucrânia.

Outro ponto de discórdia entre os dois tem a ver com o acordo nuclear com o Irão.

Mattis argumentou que os EUA deveriam considerar permanecer no acordo nuclear com o Irão, a menos que Teerão não esteja a cumprir. De acordo com Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que monitora o uso da energia nuclear e verificou o cumprimento do acordo, várias vezes desde 2015, o Irão estava a seguir as regras do pacto.

Apesar da posição de Secretário de Defesa, Trump saiu do acordo em Maio, alegando que havia sido mal negociado durante o governo Obama.

Rumores da partida de Mattis circulam há meses.

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