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Samia Hassan Suluhu, a nova Presidente da Tanzânia


Samia Suluhu Hassan, nova Presidente da Tanzânia discursa na tomada de posse em Dar-Es-Salam, 19 Março 2021

Ela substitui John Magufuli, que morreu na quarta-feira

Samia Suluhu Hassan, que sucede a Magufuli, é uma mulher muçulmana de fala calma e, de acordo com a Constituição, aos 61 anos de idade ela cumprirá o restante do segundo mandato de cinco anos de Magufuli, que expira em 2025.

Ex-escriturária e trabalhadora no sector de Desenvolvimento, Hassan começou sua carreira política em 2000 na sua terra natal, Zanzibar, um arquipélago semi-autónomo, antes de ser eleita para a Assembleia Nacional na Tanzânia continental.

O então Presidente Kikwete nomeou-a para o Ministério dos Assuntos da União.

Em 2015 foi escolhida por Magufuli para concorrer como sua candidato a vice-presidente nas eleições.

O Chama Cha Mapinduzi (CCM) venceu confortavelmente e Hassan fez história ao tomar posse como a primeira vice-presidente do país.

Os dois foram reeleitos em Outubro passado numa votação muito disputada que a oposição e observadores independentes disseram ter sido marcada por irregularidades.

Hassan representou algumas vezes Magufuli em viagens ao exterior, mas muitos fora da Tanzânia não tinham ouvido falar dela até que apareceu na televisão nacional a anunciar a morte do Presidente.

Agora, ela consultará o seu partido sobre a nomeação de um novo vice-presidente.

De escriturária a Presidente

Samia Suluhu Hassan nasceu a 27 de janeiro de 1960 em Zanzibar, antigo centro de escravatura e posto avançado de comércio no Oceano Índico.

O pai era professor e a mãe dona de casa.

Hassan formou-se no ensino médio, mas disse publicamente que os resultados finais foram maus.

Aos 17 anos de idade começou a trabalhar num escritório do Governo

Em 1988, após realizar estudos adicionais, Hassan subiu na hierarquia para se tornar um oficial de Desenvolvimento no governo de Zanzibar.

Então, foi contratada como gestora de projecto do Programa Mundial de Alimentos da ONU e, mais tarde, na década de 1990, foi nomeada directora executiva de um órgão que dirige organizações não-governamentais em Zanzibar.

Em 2000, foi nomeada pelo CCM para um assento especial na Câmara dos Representantes de Zanzibar.

Serviu como ministra do Governo local, primeiro para o emprego de jovens, mulheres e crianças e depois para turismo e investimento comercial.

Em 2010, Hassan foi eleita para a Assembleia Nacional na Tanzânia continental e o então Presidente Jakaya Kikwete nomeou-a ministra de Estado para Assuntos da União.

Ela tem formação superior feita na Tanzânia, Grã-Bretanha e Estados Unidos.

Mãe de quatro filhos, falou publicamente sobre encorajar as mulheres e meninas da Tanzânia a perseguir os seus sonhos.

"Posso parecer educada e não gritar ao falar, mas o mais importante é que todos entendam o que eu digo e as coisas sejam feitas como eu digo", disse Hassan num discurso no ano passado.

Ela integra um círculo muito pequeno de mulheres que lideram nações na África Oriental.

Burundi teve brevemente uma Presidente em exercício em 1993, enquanto Maurícias e a Etiópia tiveram mulheres nomeadas para o papel cerimonial de Presidente.

(AFP)

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